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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Como música para os ouvidos




Enquanto você lê este texto, não deixa de estar atento aos sons ao seu redor. O telefone pode tocar, alguém chamar seu nome... No entanto, para 5 milhões de brasileiros, ouvir não é uma tarefa tão simples assim. Esse é o número de indivíduos que sofrem de algum grau de surdez no país. As causas mais comuns do distúrbio são a exposição ao excesso de barulho e a perda auditiva relacionada ao avançar da idade, mais conhecida entre os médicos como presbiacusia. "A partir dos 50 anos, já começamos a perder a audição. E viver em grandes cidades pode até antecipar esse processo", afirma o otorrinolaringologista Ricardo Ferreira Bento, do Departamento de Otorrinolaringologia da Universidade de São Paulo.

"Quando outras pessoas comentam que você anda desatento ou aumentando demais o volume da TV, está na hora de procurar um médico", alerta Bento. É possível que ele recomende o uso do famoso aparelho auditivo, mas não é só isso. Com boas-novas vindas de centros de pesquisa e tecnologia, quem sofre com o problema está perto de escutar cada vez mais. E melhor.
Músicos escutam melhor

Os adolescentes levam bronca por ouvir suas bandas favoritas em volume alto demais. Com razão, já que os decibéis dos fones de ouvido quase sempre estão muito acima do recomendado. Por outro lado, tocar instrumentos pode ajudar quando a maturidade chega. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo instituto baycrest’s rotman, no Canadá. ao comparar músicos com pessoas que não tocavam nada, todos na extensa faixa etária de 18 a 91 anos, os cientistas viram que os instrumentistas tinham uma capacidade especial de compensar a perda auditiva relacionada à idade. "Um músico de 70 anos consegue ouvir uma conversa em uma sala barulhenta melhor do que um homem de 50. essa diferença acontece no cérebro, já que o ouvido envelhece do mesmo modo nos dois grupos", explica o pesquisador benjamin zendel, líder do trabalho. É importante ressaltar que não basta entender de música e ouvi-la. "é preciso aprender um instrumento. daí a audição interage com as funções cognitivas cerebrais", esclarece. esse estímulo constante deixaria a massa cinzenta treinada para quando o ouvido não der mais conta do recado. "mas, se o volume estiver muito alto, os danos então serão maiores do que os efeitos positivos das melodias", completa zendel.

Créditos: Rev. Saúde Abril

Shallom
Diogo Barbosa e Silva

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Música retarda efeitos do envelhecimento da audição




Músicos apresentam menos problemas de audição causados pela velhice quando comparados a outras pessoas, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira (13) na versão online da revista científica "Psychology and Aging" (Psicologia e Envelhecimento, em inglês). A pesquisa foi feita pelo instituto de pesquisa Baycrest's Rotman, em Toronto, no Canadá.

O trabalho foi feito com 74 músicos e 89 pessoas comuns, com idades variando entre 18 e 91 anos. A definição de músico usada pelos cientistas foi a de alguém sob treinamento diário desde os 16 anos de idade e que teve pelo menos seis anos de aulas de música. Os leigos que participaram no estudo não tocavam nenhum instrumento.

Os participantes de ambos os grupos passaram por testes para detectar quando sons surgiam do nada ou momentos de silêncios eram interrompidos por algum ruído contínuo. Ambos os grupos usaram fones de ouvido e mantidos em salas com isolamento acústico.

Com a idade, o ser humano passa a ter dificuldade em compreender o que as pessoas falam, principalmente quando há barulho no ambiente. Na pesquisa, os músicos de 70 anos conseguiam manter a capacidade de diferenciar sons no ambiente com a mesma habilidade de uma pessoa de 50 anos que não pratica nenhum instrumento.

A equipe responsável pelo estudo acredita que o exercício de apreciação de sons - uma prática constante pra músico - faz o cérebro dos profissionais ficar menos vulnerável à idade. Para os especialistas, treinar o sistema de audição do corpo previne contra a perda de audição com o tempo.

Fonte: G1

Shalom,

Diogo Barbosa.