domingo, 11 de dezembro de 2011

A ninguém devais coisa alguma....

Está no nosso canal mais um vídeo...dessa vez se trata de uma das músicas que gravamos no mais recente projeto: o 4 songs 4 you. A música se chama "O que é o amor?". Ela é uma música que já havia composto há algum tempo, mas não havia tido a oportunidade de gravá-la, quando esta oportunidade surgiu com o 4 songs, não hesitei em colocá-la. O importante desta canção com certeza é a letra que nos indaga e confronta sobre este sentimento tão "falado", o amor, algo que teóricamente faz parte das nossas vidas, falamos sobre isso nos filmes, discursos, pregações, nas canções...mas nas ações do dia dia, vemos poucas manifestações deste sentimento que com certeza muda a vida de uma pessoa que entende isto, quando passa a vivê-lo na prática. Poucos conseguem viver este sentimento na essência...entendendo o verdadeiro sentido da palavra.

O clip é uma edição de imagens com o exemplo de pessoas que conseguiram mudar a vida de outros indivíduos com as ações...manifestadas e impulsionadas pelo amor ao próximo...mandamento que Jesus nos deixou: "Amando ao próximo como a ti mesmo". Isto é o que nos indentifica como cristãos, na raíz da palavra, "pequenos cristos". Jesus sendo Deus, não usurpou ser igual a Deus, antes se esvaziou, se humilhando e sendo passivo de morte e morte esta de cruz. Este gesto maior de amor, que será sempre lembrado, deve ser o alvo de nossas vidas como seguidores e filhos.

O vídeo então nos compele a fazer diferença através do amor na vida das pessoas que nos rodeam...

Espero que vocês gostem.

Shalom.
Diogo Barbosa e Silva.






Twitter: @primeirasobras
E-MAIL: primeirasobras@gmail.com
Canal no youtube: www.youtube.com/user/bandaprimeirasobras
BandPage Facebook: www.facebook.com/pages/Primeiras-Obras/146107858806137?sk=info

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Experimente novas técnicas

Hoje queria falar sobre algo, q com passar dos anos, passamos a dar mais valor e entendemos sua importância: os diferentes tipos de técnica ou as diferentes formas de tocar.

Técnica dentro de um contexto instrumental, nada mais é do q a forma ou o jeito de vc tocar um instrumento, objetivando somente a execução.

Claro q a execução ou a técnica vai repercutir diretamente na característica do seu som, no seu fraseado, no timbre, ou seja...na sua característica musical.

Ela é importante, pq ela vai te definir auditivamente, criando uma imagem auditiva, definindo uma identidade musical de sua pessoa. É a famosa "pegada".

Existem vários músicos que só de ouvir vc já os reconhece, só pra registrar alguns: Jimi Hendrix, SRV, BB King, Jeff Beck!!!

Esses músicos criaram uma forma de tocar que os separam dos demais músicos e isso é super importante, pq os tornam únicos dentro de um universo de milhares e milhares de guitarristas.

É importante no seu desenvolvimento como músico, dedicar um tempo à execução das suas músicas, estudando técnica aliada à musicalidade, só assim vc poderá alcançar algo q será somente sua...uma identidade do seu som...a sua forma de tocar.

Vejo muitas pessoas querendo soar igual a fulano, beltrano, ciclano...não vejo nenhum mérito nisso, aliás, vc quer ser reconhecido por algo q só vc ofereça ou por ser mais uma cópia? Lembre-se: nunca a cópia será igual ou melhor à original, portanto, busque o seu som e a sua forma de tocar.

Como exemplo, deixo aqui um vídeo do qual eu improviso sobre um clássico do Deep Purple: Smoke on the water. Essa música é muito conhecida por ter um dos mais famosos riffs de guitarra do rock mundial. Executado por Richie Blackmore, esse riff se torna diferente pq ele é não é feito com palheta em um powerchord, como grande parte das pessoas o fazem. Nesse riff, Blackmore não usa palheta, puxando as cordas com os dedos dando um efeito mais grave e aveludado ao riff...totalmente diferente.

Procure ouvir vários guitarristas ou instrumentistas com características e jeito de tocar diferentes...estude cada particularidade em suas execuções e aplique naquilo que pode agregar no seu jeito de tocar ou no seu estilo.

Obs.: A minha intenção aqui não é tocar igual ao Richie Blackmore, mas sim usar técnicas impregadas pelos grandes para construir e agregar à minha forma de tocar. Você pode fazer o mesmo!!!





Fiquem na paz!!
Diogo Barbosa e Silva

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

[Menos é mais] Improviso - Sunshine of your Love

Hoje resolvi postar um vídeo meu, do qual estou tocando uma música do Cream, Sunshine of your love, que embora simples, é genial devido ao seu riff marcante e cadência inconfundível.

Gravei na brincadeira e resolvi postar pq as vezes vc não precisa fazer algo mirabolante na guitarra pra ter um resultado bem legal.

Nessa música eu improviso mesmo somente na hora do solo, deixando as estrofes intocáveis, fazendo somente os solos da parte cantada.

O equipamento q eu uso aí é minha Gibson LP Traditional Pro, amp Orange Crush 35 e um MXR Zakk Wylde bem de leve, só pra empurrar o crunch do amp.




quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Como se tornar um endorsee

Este é um vídeo muito instrutivo pra quem quer ser um endorsee e pretende dar um passo mais sério na sua carreira como músico. Marcos de Ros, excelente instrumentista e guitarrista, explica um pouco mais sobre esta área no mercado da música, falando de termos ainda confusos no meio como, endorsee, endorser, endorsement...
Ele fala também sobre diferenças básicas entre ser endorsee, ter um apoio de determinada marca e ser patrocinado....
Ele esclarece sobre a postura do músico frente à empresa q ele quer reprensentar como endorsee, pré-requisitos necessários para se chegar a tal passo, fala sobre ética e dá toques bem legais pra quem tem alguma representatividade, e quer dar este passo rumo ao contrato de endorsement com alguma marca.


Valeu, valeu!
Diogo Barbosa e Silva.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dicas sobre feeling

Grande rapaziada!!! Hoje pego emprestado com um grande guitarrista, instrumentista, cantor e também produtor, ufa...alguns conselhos sobre feeling e sentimento na guitarra.

Este cara é o Déio Tambasco, grande músico e produtor, que é uma de minhas principais influências no meio cristão.
Cara super humilde e de preferências musicais q combinam com as minhas, coloco esse vídeo pq tudo q ele diz vai de acordo com as minhas opiniões também, então resolvi economizar tempo...rsrsrs

Antes de deixar o vídeo com vcs, queria só dizer algo sobre o assunto: Feeling não quer dizer virtuosismo necessariamente. Utilize a técnica somente até o ponto em q te permita passar um sentimento através do braço do instrumento. Às vezes algo técnico e muito "virtuose" rapidamente se torna massante e cansativo. Procure ser mais musical. Deixo com vcs, pra terminar, uma frase q ouvi de Buddy Guy: "Vejo tantos guitarristas tocando mil notas por segundo, com uma pressa infernal, porém não passam nada...Prefiro tocar duas notas com feeling do que 1000 sem propósito nenhum."

Abraço,
Diogo Barbosa e Silva.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Música e equipamento

Deixo com vcs um vídeo onde Paulo Anhaia, (conhecido produtor musical e engenheiro de som - Rita Lee, Oficina G3, Resgate, Wilson Sideral, etc), descorre sobre equipamentos usados na hora de gravar, instrumentos, amplificadores. Ele define parâmetros pra vc tirar o melhor som sem se complicar...




Shallom,
Diogo Barbosa e Silva.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Segundo Teaser - Projeto "4 songs 4 you"

Fala pessoal, deixo aqui com vcs, o segundo de 3 vídeos que ilustram um novo projeto da minha banda, a Primeiras Obras. Esse novo projeto se chama "4 songs 4 you", e foi uma maneira q encontramos de presentear a galera q faz parte da nossa vida e curtem as nossas músicas.

Nesse vídeo nós falamos um pouco sobre o nosso relacionamento como grupo e sobre o nome da banda. Acessem, assistam, compartilhem e comentem. Em breve colocaremos o making off de todo o processo de gravação e as músicas finalizadas!!! Espero q vcs gostem!!!



Shallom!
Diogo Barbosa.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

[Primeiras Obras] 1º Teaser do Projeto "4 songs 4 you"

Esse é o primeiro vídeo do Projeto "4 songs 4 you", do qual o nome já diz serão de 4 músicas q estamos gravando e em breve disponibilizaremos em nossa BandPage do Facebook pra vcs baixarem inteiramente grátis e ouvirem quantas vezes quiserem. O intuito deste projeto é de simplesmente presentear a galera q gosta do nosso som e se identifica com a banda.



Em breve teremos mais vídeos e o making off deste projeto que foi bem divertido de fazer.

Abraço,
Diogo Barbosa e Silva

TWITTER: twitter.com/primeirasobras
E-MAIL: primeirasobras@gmail.com
Canal no youtube: www.youtube.com/user/bandaprimeirasobras
BandPage Facebook: www.facebook.com/pages/Primeiras-Obras/146107858806137?sk=info

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Gravações: É necessário abandonar...




Salve salve pessoal, muitos projetos e planos...O tempo tem sido bem curto, por isso a minha ausência por aqui...

Enfim, tudo isso se deve a um projeto da Banda Primeiras Obras, banda qual eu participo. Isto é algo que nos enveredamos a fazer em meados de agosto e está em fase de finalização.

Este projeto, entitulado "4 songs 4 you", foi realizado com o intuito de presentear as pessoas que curtem a nossa banda, o nosso som, se identificam com as letras e vão às nossas apresentações, com 4 músicas próprias da banda Primeiras Obras, que vão desde o Rock mais pesado até baladas mais cadenciadas, características do estilo.

O interessante é q todo o processo já deveria ter terminado, mas devido à minha insistência e ânsia por detalhes técnicos, ainda não finalizamos este trabalho que está em fase de mixagem, previsto para terminar daqui no máximo à duas semanas.

Os mais próximos a mim, me dizem q sou muito perfeccionista e q deveria tentar até me enveredar pelos caminhos da produção musical, mas não me considero tão perfeccionista assim, apenas fico atento aos detalhes...bem, de fato me considero muito meticuloso, passando dos limites, às vezes.

Mas o q queria dizer é q neste ramo é necessário ser assim. Não há espaço no mercado fonográfico para desatentos. Em um processo de produção musical, gravação e pós-produção é necessário testar várias formas de arranjo, captação, regulagens, etc...e isto demanda paciência e tempo. Pensando nisto me lembro das palavras do cantor Roberto Carlos em entrevista, no qual ele dizia que ele nunca finaliza um álbum e sim abandona, pois se dependesse dele, sempre haveria algo para retomar, editar, melhorar...

Enfim, vou abandonar o Projeto "4 songs 4 you" daqui alguns dias e espero q vcs gostem, pois foi feito com muito carinho pra todos vocês.

Deixo aqui alguns contatos da Banda pra vcs:

Twitter: twitter.com/primeirasobras
E-MAIL: primeirasobras@gmail.com
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Primeiras-Obras/146107858806137

Shallom,
Diogo Barbosa e Silva

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Música retarda efeitos do envelhecimento da audição




Músicos apresentam menos problemas de audição causados pela velhice quando comparados a outras pessoas, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira (13) na versão online da revista científica "Psychology and Aging" (Psicologia e Envelhecimento, em inglês). A pesquisa foi feita pelo instituto de pesquisa Baycrest's Rotman, em Toronto, no Canadá.

O trabalho foi feito com 74 músicos e 89 pessoas comuns, com idades variando entre 18 e 91 anos. A definição de músico usada pelos cientistas foi a de alguém sob treinamento diário desde os 16 anos de idade e que teve pelo menos seis anos de aulas de música. Os leigos que participaram no estudo não tocavam nenhum instrumento.

Os participantes de ambos os grupos passaram por testes para detectar quando sons surgiam do nada ou momentos de silêncios eram interrompidos por algum ruído contínuo. Ambos os grupos usaram fones de ouvido e mantidos em salas com isolamento acústico.

Com a idade, o ser humano passa a ter dificuldade em compreender o que as pessoas falam, principalmente quando há barulho no ambiente. Na pesquisa, os músicos de 70 anos conseguiam manter a capacidade de diferenciar sons no ambiente com a mesma habilidade de uma pessoa de 50 anos que não pratica nenhum instrumento.

A equipe responsável pelo estudo acredita que o exercício de apreciação de sons - uma prática constante pra músico - faz o cérebro dos profissionais ficar menos vulnerável à idade. Para os especialistas, treinar o sistema de audição do corpo previne contra a perda de audição com o tempo.

Fonte: G1

Shalom,

Diogo Barbosa.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Superando obstáculos

Na vida encontramos várias adversidades, superá-las é algo indispensável, sem superação não crescemos, não nos desenvolvemos e assim ficamos estagnados, limitados.


Deixo com vcs um vídeo de Vittor Belfort, lutador e campeão do UFC, testemunhando a história da maior de todas as suas vitórias: O seu encontro com Cristo.

No vídeo ele fala algo importante, não importa se vencemos ou perdemos, sempre há algo que precisa ser superado. O importante é reconhecermos que sempre teremos algo a superar, no âmbito, pessoal, profissional, sentimental...

Com Jesus, podemos seguir para o alvo certos de que, quer ganhando ou perdendo, a vitória sempre estará ao nosso lado.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Músico, vagabundo?












Galera, ótimo estar aqui com vcs, dividir experiências, partilhar daquilo que tem me edificado e contribuido para o meu crescimento...espero que para o crescimento de vcs também.



Nas ultimas semanas tenho preparado algumas músicas de trabalho da minha Banda Primeiras Obras, desde então nos enveredamos em um processo árduo de pré-produção, ensaios e gravações.



Graças a Deus até agora tudo está indo bem, houve contratempos, mas nada que atrapalhe aquilo que Deus tem nos reservado....o que eu queria salientar aqui é q quando tudo isso é feito de maneira correta e séria, é necessário haver compromisso e muito, muito, mas muito esforço.


Essas últimas semanas tem sido uma "maratona" para todos nós da banda e principalmente para mim que tenho acompanhado todo o processo bem de perto. Temos ido até 2, 3 horas da manhã em gravações, timbrando, captando instrumentos e arranjando músicas que serão importantes para divulgação da Banda e renovo de repertório para nossos fiéis simpatizantes.


Me lembro que antigamente e infelizmente para alguns até hoje, músico é profissão de vagabundo, cara que não tem nada pra fazer ou preguiçoso demais para arrumar um "trabalho de verdade".


Só vivendo nos "entremeios" desta profissão pra saber que para ser um músico de verdade, sério e comprometido com a sua arte, é necessário muito suor, dedicação, esforço e até lágrimas para cumprir com este trabalho que infelizmente é mal compreendido por muitos ainda hoje.


Enfim, ainda existem aqueles que valorizam este ramo que emprega e sustenta milhares de famílias e pessoas, contribuindo ainda para o crescimento cultural e recreação da alma. Isso é importante.


Finalizando, aguardem pois haverá material novo da Banda Primeiras Obras!!! Aguardem!!! Disponibilizaremos mais informações pra vcs em breve!! Está ficando lindo!!!





Shalom!!


Diogo Barbosa e Silva

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Alfinetando: Woodstock Cristão




Não gosto de ser polêmico (mas já polemizando..rs), achei a matéria interessante e fiz minhas reflexões, porém não vou comentar.... Tirem suas próprias conclusões e se quiserem comentar abaixo do post, fiquem a vontade:


Relato de Anna Virginia Balloussier, no Folhateen:

SEXTA 12H
Viajo 200 km para o que promete ser uma versão carola de Woodstock: 48 horas acampada ao lado de 100 mil jovens católicos, com direito a fila para banho, frio na barraca e padres tratados como rockstar.

O evento, que se chama PHN (Por Hoje Não), de “por hoje não vou pecar”, é da Canção Nova, movimento que tenta modernizar a igreja.

Na porta, jovens ziguezagueiam no skate em direção a três meninas com short jeans curtinho. Nenhuma se faz de rogada. É como desembarcar numa micareta para Jesus.

SEXTA 13H
O missionário Ricardo Sá, 49, de blusa apertada e cabelo brancão, um Lulu Santos da cristandade, prega para dezenas. Defende que sexo fora do casamento é pecado. Às damas, pede paciência: “O amor não está no bar da esquina”.

É ele o idealizador do grupo virtual Namoro Cristão, um Par Perfeito para católicos. Você preenche um perfil e troca ideia com outros usuários.
Ricardo diz que dá “uma forcinha para os solteiros que querem namorar alguém com os mesmos valores”.



Karolyne, 16, acena com entusiasmo à pregação. O namorado dela não é cristão. “Vim buscar fundamentos para ter um namoro santo.”

Ela e a amiga Paola, 17, vieram de São Gonçalo (RJ) para o PHN. Nesse mega-acampamento em Cachoeira Paulista (SP), o objetivo é dizer não a drogas, álcool, sexo…

“…mas aqui dá de tudo!”, diz Paola. “Os meninos comentavam: ‘Pô, você acha que no meio do mato não vai rolar nada?’. Muita menina dá mole.”

Elas também reclamam da presença de “coisas estranhas”. Paola está injuriada. “Tem muito gay, e a igreja é contra o homossexualismo… E o povo com aquela roupinha colada, cabelinho na cara… Tá fazendo o que aqui?”
SEXTA 16H
Encontro Gabriel, 18, perto de uma cruz gigante e iluminada. Com franjão e bermuda justa, ele se diz gay e não está nem aí para os cochichos do povo. “Alguns falam: ‘Nossa, que pecado ser assim’. Mas pecado seria se estivesse fazendo algo errado dentro do camping.”

SEXTA 17H
Procuro um canto para a barraca. Cada um no seu quadrado: o camping é dividido entre meninos, meninas e famílias.

Minhas vizinhas se divertem com o funk “Sou Foda” no celular. Rezo por uma boa noite de sono, mas algo me diz que as preces não serão atendidas.

SEXTA 18H30
Num galpão, acontece um campeonato de b-boys dançarinos de break que giram com a cabeça no chão e pernas pro ar. Saúdam Jesus como “o b-boy de todos os b-boys”, pois só Ele “faz movimentos radicais na alma”.

SEXTA 21H
Mais de um grupo me fala do famoso tubão: truque de misturar vodca barata no refrigerante para dar olé nos seguranças o álcool é vetado no PHN.

Encontro uma ou outra garrafa PET suspeita no camping. Por perto, copinhos com um líquido nada bento. Os donos desconversam. Quem quer beber, eles contam, vai para uma praça próxima à Canção Nova.

É lá que conheço quatro amigos, de 15 a 17 anos. Na mesa, guaraná Dolly “não batizado”, juram. Só um namora. O resto está atrás “de pegação”.

“E você, não quer sentar e tomar guaraná?”, me pergunta o mais saidinho. Rio, recuso e vou embora, não sem ouvir um “o guaraná não está batizado!”.

SEXTA 22H45
Esbarro com o mesmo grupinho na sede, mais cabisbaixo. Pergunto do placar com as meninas. Todos zerados.

SEXTA 23H
Para ser funkeiro cristão, tem que ter disposição, tem que ter habilidade. No auditório, em vez de “créu”, a galera balança o popozão: “Céééééu, céééééu”.

Um MC emenda: “Bate na palma da mão quem tem Jesus no coração!”.

SÁBADO 1H
Quando vejo jovens jogados no chão, imagino o pior. No mínimo, o tubão trouxe uma ressaca de 40 dias e 40 noites. Mas não. Só estão em “repouso”.

Funciona assim: um aprendiz de missionário encosta um terço na testa das pessoas. Diz que o Espírito Santo as tocará. De olhos fechados, elas são deitadas no chão. A maioria descreve ter visto “um clarão”.

O rapaz sugere que eu passe pela experiência. Fecho os olhos, sou instruída a me entregar a Deus, deitam meu corpo e… nada. Mentira: tem a câimbra chatinha na perna. “Você não se entregou”, ele diz.

SÁBADO 2H
Um dos hits do PHN rola de madrugada: um luau com centenas de jovens. Ontem, conta o missionário que lidera a farra, teve “a libertação”. No rito, todos devem jogar fora os seus pecados. Houve quem se desfizesse de camisinha, maconha e até pedras de óxi, diz.

Muitos vão dormir às 4h. Acordarão logo mais para pegar a primeira atividade do dia, dali a quatro horas. Não sem peso na consciência, premedito o pecado da preguiça.

SÁBADO 10H
Levanto no pulo com uma voz convocando para a missa das 11h. Encaro 20 minutos na fila para a ducha quente (em horários de pico, há espera de até três horas e meia). Algumas meninas se descabelam em busca de tomadas para chapinha e secador.

SÁBADO 14H
Quarenta minutos na fila do refeitório, mas o rango é show: R$ 7 pelo pratão de arroz, salada e carne com gosto de carne.

SÁBADO 14H30
No centro de evangelização, quase 70 mil pessoas cantam, dançam e deliram com o missionário Adriano Gonçalves, 28, autor de “Santos de Calça Jeans”.

Moderninho, o livro usa Homer Simpson e Chapolin Colorado para falar de religião.

“Tem quem ache que Deus vai descer do céu como Super-Homem!”, Adriano brinca. Ao fundo, a musiquinha do herói do cuecão vermelho.

SÁBADO 22H30
Os shows seguem, e vou comer. Meia hora de fila. O garoto na frente paga seu lanche de R$ 6 com moedas de dez centavos. Treino a paciência cristã.

DOMINGO 11H
Bem menos carrancudo do que seu xará do futebol, o missionário Dunga, 43, criou o PHN há 13 anos. Com sua positividade, me lembra um Bono Vox da igreja.

Quando jovem, estava mais para Keith Richards: “Dos 14 aos 19, cheirei cocaína, usei maconha”. Até ter “uma experiência com Deus”. Por isso, Dunga acha bom que uma certa juventude transviada vá ao PHN, mesmo que para zoar, e descubra a cristandade por tabela. “Queremos essas pessoas aqui!”



Filipe Santos, 23, é filho de Dunga. Nunca ficou de porre e diz que vai esperar o sexo depois do casamento está noivo.

Ele cresceu na Canção Nova, onde cerca de 400 pessoas moram como numa comunidade hippie sem sexo, drogas… …mas com rock ‘n’ roll. Filipe toca baixo em uma banda de rock cristão. Ao saber que Beatles ocupa seu altar musical, lembro que não era exatamente hóstia que John Lennon gostava de ingerir.

Ele pondera que ir contra o sistema, hoje, pode ser justamente abraçar o bom-mocismo. E que não há nada de errado em louvar o Senhor com barulheira. “Construímos essa imagem de que igreja é coisa de velho. Mas não é.”

DOMINGO 12H
O acampamento, que recebeu os primeiros participantes já na quarta-feira, começa a ser desmontado. Pego a estrada de volta a São Paulo. Não consigo deixar de pensar naquele hit da Banda Mais Bonita da Cidade. “Meu amor, essa é a última oração…”

PAQUERA
Começa de leve no dia e engata de vez ao escurecer: em pracinhas e arredores da Canção Nova, meninas de chapinha e maquiagem respondem a flertes dos rapazes, numa cena típica de balada

HIP-HOP DE JESUS
Competição de b-boys (dançarinos de break) cristãos não tem gesto obsceno e letra pesada. Palmas são pedidas para ‘o b-boy de todos os b-boys’, Cristo, ‘o único que faz movimentos radicais na sua alma”

CAMPING
Como numa versão light e bem mais casta de Woodstock, a galera se divide em homens, mulheres e famílias. Os mais jovens se espremem nas barracas, fazendo valer a máxima”onde cabe um, cabem dois”

RANGO
Filas para o bandejão podem durar até duas horas. Outro hit é o marmitex: geralmente com carne, batata frita e arroz

É SHOW
Padres e missionários recebem tratamento de rockstar no centro de evangelização, um galpão para 70 mil pessoas. É lá que acontecem as missas e megashows, com direito a rock cristão

LEGIÃO SANTA
O luau atrai centenas para uma roda gigantesca no meio da madrugada. Muita cantoria e ritos como “a libertação”, em que jovens são convidados a jogar fora seus pecados: de camisinha a maconha

“Quem aqui dança break? É Jesus quem quebra tudo: maldições, corações duros… Ele é o b-boy de todos os b-boys”
MC cristão para a trupe de break dance

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pequenos NOTÁVEIS...

É fato que hoje em dia o acesso à informação está ridiculamente mais fácil do que décadas atrás. Isto gerou uma geração de "novos fênomenos na música", onde se destacam meninos e meninas com 12 anos de idade e uma linguagem musical muito apurada para suas idades. Notamos vários instrumentistas mirins já com um grau de maturidade (pelo menos na execução) musical muito avançada, coisa que era muito difícil há alguns anos atrás.

Imaginem uma banda dessa:

Vocal e guitarra:



Segunda guitarra:



Contra-baixo:



Bateria:



Depois de ver esses vídeos...deu vontade de estudar?? rsrsrsrs

Shalom,

Diogo Barbosa e Silva

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ensaio, algumas considerações

Salve salve moçada!!!! Prazer imenso dividir informações acerca da música!!

Desta vez eu trago um vídeo do Paulo Anhaia, excelente produtor, falando sobre ensaio. Aqui ele levanta algumas considerações e responde algumas dúvidas deste processo q é fundamental no cotidiano de uma banda.
Paulo Anhaia já produziu e gravou bandas já consolidadas no cenário músical brasileiro como Resgate, Oficina G3, Charlie Brown Jr., Rita Lee e etc...
Bom proveito!!!


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Um Deus que se apóia nas fraquezas??




Salve, salve gente amiga... a poucos dias atrás embarquei em uma viagem a trabalho pra São Paulo, fruto de uma oportuna entrevista com a banda Casting Crowns, em sua primeira visita ao Brasil, no evento “Livres Pra Adorar”, que no ano anterior trouxe a banda, também gringa, Leeland.

O Casting Crowns é hoje uma das maiores bandas, do segmento gospel, nos Estados Unidos, premiada com Grammy em 2010 e diversos prêmios Dove (maior prêmio de música gospel no Estados Unidos).

Pela representatividade que tem a América do Norte, neste segmento no mundo, talvez seja uma das maiores bandas gospel do planeta, com vendagens superiores a 4,5 milhões de CDs.

Em tempos de crise no mercado fonográfico, números como esses nos trazem a curiosidade e perplexidade de entender qual o segredo de uma carreira tão bem sucedida?

Uma banda muito alinhada ao perfil que, no Brasil, chamamos de adoração, fazia com que nossa expectativa de estar junto a essa galera se tornasse algo bem interessante.

O perfil da banda tem estilo pop rock americano, com roupagem em arranjos que nos fazem lembrar a influência inglesa dos últimos 10 anos (leia-se, influência essa, de bandas como U2, Delirious, Cold Play, Hillsong United) na musica cristã mundial.

Então... junto aos caras estava a oportuna e talvez única chance de perguntar, conversar, entender: sucesso, musicalidade e muitas outras coisas lindas a cerca do Reino de Deus e da experiência que essa grande banda poderia nos acrescentar. Tinha uma “carta na manga” nas questões.

Iria perguntar sobre algo que eu havia estudado sobre a vida do vocalista Mark Hall, pois ele era alguém que sofria de “dislexia”, uma doença que afeta as pessoas nos quesitos atenção, foco, concentração e faz com que tenham dificuldade de aprendizado e desenvolvimento intelectual.

Pois bem, começamos a conversa, e no decorrer da conversa, já descontraídos em falar sobre a experiência de estarem pela 1ª vez no Brasil e tal, vim com a pergunta, de certa forma constrangedora sobre a dislexia na vida do líder e vocalista da banda.

Minha sincera e “humana” expectativa na resposta seria, compreendendo a forma “limitada”, “formatada” de entender a forma de Deus agir, ou por vezes religiosamente de compreender de maneira equivocada a dimensão das ações do Pai para conosco. Como dizia um amigo meu: rs... “bobinho... achando que Deus é limitado a nossa forma de pensar...” imaginava uma resposta assim: Deus me curou dessa doença, ou venci isso e ponto final ou então, nem gosto de falar sobre isso, algo superado por Deus em minha vida.

Fui tremendamente surpreendido pela resposta, entendendo de forma profunda o que Deus muitas vezes faz em nossas vidas.

Mark Hall disse assim: "A dislexia em minha vida é muitas vezes uma forma de compreender uma maneira de me APROXIMAR MAIS DE DEUS, porque desde muito jovem o diabo se usava dessa doença, pra que minha auto-estima ficasse em baixa e me envergonhasse, por exemplo, em ler um simples texto bíblico na escola dominical em minha igreja, fazia com que me sentisse inseguro, em uma série de coisas em minha vida incertezas me cercavam".

"Mas aprendi no Senhor a depender mais Dele na doença, no decorrer dos anos e até hoje quando subo no púlpito pra pregar ou fazer um evento com a banda, nunca sei se vou lembrar das letras das canções que eu mesmo fiz, essa autoconfiança que por muitas vezes nos leva a uma autosuficiência, nos afasta do Senhor, a doença nesse caso me APROXIMA MAIS DE DEUS".

Nessa experiência e depoimento do Mark, percebemos a forma linda de Deus agir em nossa vida, percebê-lo é muitas vezes quebrar paradigmas das formatadas e muitas vezes religiosas formas que achamos que Deus age.

A infinita e maravilhosa forma com que Deus cuida de nós dentro da Sua vontade, é sempre boa, perfeita, agradável (Rom 12.12). Em adoração compreendermos, mesmo na doença, nas dificuldades e obstáculos o quanto Ele nos ama.

Lincoln Lyra (apresentador – TV Boas Novas)


Sobre a dislexia

Dislexia é uma doença que se caracteriza por uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização, sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado.

A dislexia é mais freqüentemente caracterizada pela dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto); também costumam trocar letras, por exemplo, b com d, ou mesmo escrevê-las na ordem inversa, por exemplo, "ovóv" para vovó.

Talvez você se pergunte: "Como posso ser usado por Deus, uma vez que tenho uma série de imperfeições e defeitos, até físicos?

No entanto, a bíblia te responde:

"E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.
Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.
E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo." (2 Co 12:7-9)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Dicas de estudo: repetição produtiva e improdutiva



Quando entramos no carro para fazer uma viagem antes de tudo é preciso saber o trajeto. Da mesma forma antes de colocar o instrumento no colo é necessário ter uma trajetória de estudo.


Não se evolui por horas com o instrumento em mãos, mas sim pela qualidade de tempo dedicado ao mesmo.


30 minutos por dia podem gerar grandes resultados em poucos meses.

Primeiramente é importante salientar que a repetição é uma das maneiras mais lógicas para o aprendizado do cérebro, portanto, é de suma importância estudar o mesmo tópico por dias seguidos.


Se você quer aprender a escala pentatonica menor nas 12 tonalidades ao longo do braço do instrumento não adianta estudar escala pentatonica na segunda-feira, escala maior na terça, triades na quarta e só retornar ao assunto da pentatonica na outra semana.


O mais querente é que você estude sequencialmente o mesmo assunto, mesmo que você não estude todos os dias. Portanto estude pelo menos 10 minutos de um assunto diariamente, introduza no máximo 2 ou 3 tópicos nessa rotina, mas permaneça com essa rotina por uns dias, pois como já foi dito, é através da repetição que você se tornará mestre em determinado assunto.


Conheço pessoas que tocam a 10 anos e não dominam sequer a escala pentatonica, quando tocam em tonalidades menos comuns ficam travadas. Normalmente quando essas pessoas pegam o instrumento tocam basicamente a mesma coisa, estudam sem um propósito, essa é uma repetição improdutiva.

Existe a necessidade de ter uma rotina, uma sequencia e uma repetição do assunto, mas também existe o momento de abandonar esse assunto e prosseguir.

escala pentatonica, faço questão que aprendam todos os 5 modelos em todos os tons e por toda extensão do braço. Inicialmente se aprende a escala de forma racional, visualizando e aprendendo o som da mesma, e nesse processo já insisto que os alunos comecem a pensar em motivos melódicos, principalmente pensar nos motivos em modulações (por exemplo dentro dos ciclos de quartas).


Esse processo deve ser feito com todas as escalas e arpejos, ou seja, é um trabalho longo, mas que deve caminhar com o fazer música, por isso mesmo que logo apresento playalongs com ciclos e modulações para que o aluno possa se divertir estudando.


Existem assuntos que caminham juntos e que são interessantes de serem trabalhados ao mesmo tempo.


Se você quer aprender a pentatonica menor, como foi citado anteriormente, seria interessante compartilhar esse estudo com os acordes menores (tríades e tétrades) em todas as inversões, dessa maneira você esta estudando 2 assuntos conexos mas que ao mesmo tempo tratam do aspecto melódico e harmônico. Tente ver a escala dentro dos acordes num approach mais pianistico, e não como 2 coisas distintas. Quando um pianista toca um acorde na mão direita ele automaticamente vê esse acorde como notas do arpejo ou fragmentos da escala, infelizmente na guitarra as pessoas estudam esses assuntos como coisas distintas.

Nessa linha de pensamento ao estudar escala maior seria interessante estudar acordes maiores (tríades e tétrades) e inversões e assim com todas as outras escalas.


Na prática se você tem 40 minutos de estudos diários você pode estudar 15 minutos de escala pentatonica e 15 minutos dos acordes menores e suas inversões e sobra 10 minutos para que você acrescente mais 1 assunto importante para a sua rotina.


Ouvir música é estudar também. Procure ouvir música com 100% de atenção (não no Ipod quando se esta malhando por exemplo), observando pequenos aspectos da música. Se você esta estudando improviso procure ver como o improvisador constrói o solo. Na próxima semana falaremos um pouco mais sobre isso.


Deus te abençoe. Bons estudos.


Mateus Starling.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Uma história da vida "privada"...de Deus

A vida sem Deus...





















A vida com Deus...




"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6)

Se você entende que não pode ser salvo pela suas obras; por mais que vc tente, não consegue deixar de cometer erros e injustiças; sabe que há algo faltando em seu interior e quer preenchê-lo com algo maior do que você...
Opte por Jesus Cristo, o aceite em seu coração, o escolha por seu único e suficiente salvador, se arrependa de seus pecados e viva uma vida livre de amarras e condenações.

"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8:36)


Paz
Diogo Barbosa e Silva

terça-feira, 28 de junho de 2011

Zumbido e sua possível cura...

Se para boa parte da população o zumbido é só aquele apito que aparece no ouvido depois de sair de um show ou festa com música alta, para outra parcela ele é um transtorno. Isso porque, para quem sofre com a doença — chamada tinnitus —, trata-se de um desconforto constante e que pode durar anos. Em 92% dos casos, o problema está relacionado à perda de audição. Já nos outros 8% ela não ocorre e, mesmo assim, essa gente toda padece com o "piiiii" incessante, para o qual ainda não há uma cura.

Na busca por uma solução, pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, induziram o zumbido em ratos, emitindo uma frequência sonora enquanto estimulavam com eletrodos o nervo vago dos roedores. Depois, fizeram o mesmo procedimento, mas desta vez se valendo de outras frequências. Os ratinhos, então, pararam de apresentar o incômodo, como se o cérebro tivesse sido reiniciado e voltado ao normal. Trata-se de uma evidência de que o tinnitus é causado por uma atividade irregular do sistema nervoso, enfatiza o neurocientista Michael Kilgard, que participou do estudo.

É claro que a descoberta animou os que sofrem com o barulhinho nada bom. Mas os testes foram realizados em bichos que haviam acabado de desenvolvê-lo. Por isso, talvez haja uma tendência de que a técnica, quando submetida a seres humanos, seja mais efetiva em quem tem o problema há pouco tempo, enfatizam os especialistas.

Enquanto a cura definitiva do zumbido não vem, o problema soa cada vez mais alto para a comunidade médica e os audiologistas em geral. Há um número crescente de jovens que se queixam do apito constante, principalmente de casos relacionados a lesões auditivas. "Aparelhos como iPod ou MP3 os expõem por horas a sons mais altos do que 85 decibéis". Com o tempo, esse volume já é suficiente para provocar danos generalizados. Além disso, o fone de ouvido, tão querido pela moçada, manda todo o som diretamente para dentro da orelha, aumentando a probabilidade de encrencas.

Mesmo o zumbido sem elo com perdas auditivas também é cada vez mais recorrente. Até um problema odontológico, por exemplo, pode desencadeálo. Pois é — a oclusão errada ou dentes apinhados demais podem incitar o tinnitus. "Toda força que fazemos com a dentição é enviada ao cérebro como uma informação a ser interpretada. Em algumas pessoas, esse impulso acaba sendo identificado como zumbido", explicam os odontologistas e ortopedistas faciais de plantão. Por isso, é interessante fazer um checkup no dentista para prevenir a zoeira sonora.

Agora, quando nem a audição nem a boca estão prejudicados, é hora de ver se os exames de sangue não se encontram alterados. Afinal, problemas como colesterol alto, anemia, disfunções na tireoide e desequilíbrios nos níveis de açúcar também podem repercutir no ouvido. "Se o sangue que chega à cóclea, estrutura que transforma o som em impulso elétrico, estiver com taxas de algumas substâncias muito alteradas, ele não será adequado para alimentar as células auditivas". Como o estrondo interminável tem diferentes causas, é preciso ter paciência na hora do diagnóstico. "Parei de trabalhar e de ir à faculdade. Estava no limite, tinha raiva do meu ouvido", afirma o estudante curitibano Thiago Marinho, de 24 anos, que convive com o ruído na orelha direita há seis meses sem saber ainda o que está por trás da chateação. Tentar esquecer é difícil, mas melhora a qualidade de vida, já que, segundo especialistas, a intensidade do zumbido aumenta de acordo com a atenção que se dá a ele.

De qualquer forma, é possível, sim, driblar o zum-zum interno. O uso de aparelhos auditivos auxilia os pacientes que têm dificuldade para ouvir. Afinal, a percepção adequada de outros sons desvia a atenção do alarido sem fim, mascarando o zumbido. Para pessoas com alterações metabólicas como anemia, o controle da alimentação é um dos grandes aliados. Além disso, o acompanhamento psicológico, em casos de muito estresse, também pode trazer bons resultados. O importante é não fugir do tratamento e assumir o controle da barulheira.

Ouvidos retreinados
Terapias sonoras costumam trazer bons resultados para pacientes com zumbido. A TRT, ou tinnitus retraining therapy, é a mais comum delas, e serve para quebrar a percepção negativa que a pessoa tem do zumbido. Ao ser exposto diariamente a um som neutro e agradável, o indivíduo atenua o incômodo com o ruído. Ao longo do tempo, o cérebro vai entender que ele tem capacidade de focar em outros sons que não só o zumbido.

60% das pessoas com zumbido são afetadas emocionalmente, de diferentes maneiras. Em casos extremos, pensam até em suicídio

50% têm dificuldade para dormir, porque afirmam que o ruído fica mais perceptível ou intenso no momento em que estão em silêncio

42% têm problemas para desenvolver atividades que necessitam de concentração, como estudar ou ler um livro

14% são afetadas socialmente. Isso porque deixam de frequentar alguns lugares, como festas, por temer que o som alto piore o zumbido


A origem da desordem...
...e como a nova técnica promete silenciá-la




1. A cóclea abriga células ciliares que captam as ondas sonoras e as transformam em impulsos elétricos enviados ao cérebro — é ali que o som é decodificado. Se algumas dessas células ficam comprometidas, suas vizinhas vibram em ritmo acelerado, disparando impulsos à toa, que são interpretados como um ruído. É o zumbido.

2. Eletrodos são posicionados no pescoço do paciente e emitem um estímulo que viaja até uma região do córtex cerebral responsável pela codificação dos sons. Reorganizados, os neurônios desse pedaço passam a ignorar as mensagens das células auditivas que estão fora de sintonia.

De qualquer forma o melhor remédio é a prevenção, portanto, controle sua exposição a barulhos e sons de alta intensidade por longos períodos e cuide de sua saúde geral, fazendo exames pediódicos de audiometria, sangue e outros que possam complementá-los.

Shalom!!
Diogo Barbosa e Silva

Rearmonização (dicas práticas)




Vamos falar sobre rearmonização. De acordo com a etimologia da palavra, rearmonização significa buscar uma melodia já feita e alterar os acordes para dar um colorido diferente, produzindo variedade e interesse. Essa mudança de acordes pode ser simples ou complexa dependendo do objetivo a ser alcançado.

Quando você sempre toca uma mesma música e percebe que esta canção já não é uma novidade musical, está na hora de rearmonizar. Vários estilos musicais têm exemplos de rearmonização, mas sem sombra de dúvidas, o estilo que mais utiliza essa ferramenta é o Jazz.

Miles Davis, Bill Evans, Oscar Peterson, John Coltrane, Duke Ellington e tantos outros mestres utilizaram esse recurso para dar sofisticação aos chamados standards. Gostaria de dar 3 dicas para uma boa rearmonização.

Dica 1 - Perceba a melodia dentro do contexto da harmonia.

Muitos músicos analisam a melodia ("o canto") separadamente da harmonia. Isto é um erro porque a melodia quase sempre se encaixa no acorde que está sendo tocado no momento. E quando isto não ocorre é devido o uso de algumas técnicas que os arranjadores utilizam, como por exemplo, as notas melódicas (notas de passagem, apogiatura, escapada, retardo, bordadura, antecipação).

Antes de rearmonizar perceba como os acordes encaixam com a melodia. Além disso, tente rearmonizar utilizando acordes que tenham na sua formação a nota da melodia que está sendo tocada no momento.

Por exemplo, na música "Aclame ao Senhor" no refrão na parte "poder, majestade, louvores ao Rei" a harmonia original é:

A F#m Bm E que poderia ser rearmonizada como: A F#m B9/D# E/D

Dica 2 - Para músicas de louvor e adoração procure rearmonizar utilizando a mesma função do acorde.

Esta dica é imprescindível pois no louvor e adoração o foco principal do arranjador deve estar nas letras que estão sendo cantadas e na mensagem transmitida. Na maioria dos casos a rearmonização não deve descaracterizar a música. A princípio, o objetivo da rearmonização é somente dar um colorido diferente na música, causando interesse sem causar espanto no ouvinte.

É possível rearmonizar trocando a função dos acordes, mas para mudar o colorido do acorde sem descaracterizar a canção, o melhor é manter a função dos acordes. Na harmonia funcional precisamos pensar nas funções, ou seja, as sensações que cada acorde transmite. Sendo assim, temos as seguintes funções:

a) Repouso - Quando a harmonia relaxa, tendo um caráter conclusivo.

b) Tensão - Quando a harmonia contém o trítono causando instabilidade.

c) Meia tensão - É uma função intermediária entre as outras duas, com efeito meio suspensivo.

Há uma série de arranjadores que rearmonizam trocando a função do acorde de maneira interessante. Isto ocorre principalmente no Jazz ou em outros estilos instrumentais. Neste caso o objetivo é realmente causar impacto com a rearmonização. Já no estilo de louvor congregacional o foco não está prioritariamente ligado na música por si só, mas na música como ferramenta que transmite uma mensagem.

Dica 3 - Rearmonize percebendo o contexto da música e da letra.

A canção deve unir o contexto da música e letra. Por exemplo, se fosse para rearmonizar a canção "Deus de promessas" quando a letra diz "posso até chorar mas a alegria vem de manhã" é recomendável utilizar uma harmonia clara, simples, sem muitas tensões, pois a letra fala que a alegria vem de manhã.

A harmonia deve transmitir musicalmente sensações daquilo que está sendo dito através da letra. Uma ferramenta muito utilizada para rearmonizar sem mudar a função do acorde, percebendo o contexto da música e letra é a adição da cadencia II-V-I.

Pense sempre no acorde alvo, se este acorde for menor utilize IIm7(b5)-V7(#9) e o acorde alvo.

Ex.: C Bm7(b5) E7(#9) Am Neste caso o acorde alvo é o Am.

Se o acorde alvo for maior utilize IIm7 - V7 e o acorde alvo.

Ex.: C Gm7 C7 F Neste caso o acorde alvo é o F.

Concluindo, essas dicas elementares para rearmonização, podem dar a possibilidade de sofisticar a harmonia sem perder o sentido e o significado musical. O músico que rearmoniza é como um pintor que tem uma tela branca na sua frente com matizes de cores a sua disposição. Basta ter bom senso e bom gosto para saber o que utilizar e como utilizar.

Sl. 33:3 “Cantai-lhe um cântico novo, tocai com arte e júbilo.”

Fonte: Anderson Braga (Supergospel)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O papel do teclado dentro de uma banda

O teclado é um instrumento sublime, eclético, versátil dentro de um contexto musical, por suas mudanças de timbres, ele nos permite acrescentar diversas nuances dentro de uma mesma música, contribuindo para riqueza final de uma canção.

Eu adoro o teclado exatamente pelo fato de ele ser um "camaleão" de timbres, agregando harmonia de variadas formas....

Dentro de uma banda o tecladista tem q saber o seu papel assim como cada membro integrante do grupo. Isso vai depender da proposta da banda...as coisas variam dependendo do estilo: jazz, fusion, funk, sertanejo, R&B, blues e rock.

Mas tem coisas que normalmente podemos salientar e evidenciar em todos estilos; a dinâmica do instrumento mediante toda a banda. Como o teclado é um instrumento de muitas oitavas ele permite uma sonoridade desde o muito grave até o agudo. O ideal é evidenciar os médios, permeando pelos graves e agudos com mais moderação. Isso pq, em uma banda normalmente já tem o baixo, que é responsável pelos graves e a guitarra e o violão que é responsável pelos agudos. O teclado normalmente será mais notado tocando nos médios, preenchendo desta forma as lacunas restantes.

Para se tocar em uma banda, o tecladista com formação clássica de piano tem q esquecer um pouco do aspecto "solo" do instrumento e pensar mais no aspecto conjunto do grupo. Acordes mais seguros com bases mais firmes são bem vindos...As vezes até mesmo segurando em uma só nota, podemos perceber q dependendo da música e sua proposta, o teclado já cumpre o seu papel...

Os floreios mais evidenciados no piano clássico tem q ser bem encaixado com o restante da música para não chocar com a dinâmica dos demais instrumentos... Dependendo da música eles até atrapalham. Procure sempre destoar do que os outros estão fazendo, agregando harmonicamente para a música, porém sem embolar com os outros.

Aqui vão alguns exemplos de boa dinâmica e sons de teclados dentro de uma banda.

Nesta música do fruto Sagrado vemos um exemplo de órgão dentro do estilo rock...bases firmes e vigorosas, dobrando com os riffs e somando dentro de uma frequência médio aguda:



O próximo exemplo é o som de um belo órgão em uma das bandas mais famosas por ter esse tipo de sonoridade. Repare na dinâmica...ele começa com um Pad bem baixinho e no ponto alto da música o Hammond surge destruindo tudo!



Este é um exemplo mais elaborado...com vários efeitos e dinâmicas dentro de uma música. Aí variam os timbres...de um sintetizador, passando pelo piano, chegando no órgão...Demanda muita segurança e técnica:



Exemplo clássico de piano dentro de uma balada de rock, sutil e devastador:



Mais uma:



E pra terminar um som destruidor de Hammond!!!



Não importa o estilo musical, procure sempre imprimir o seu jeito de tocar da forma mais harmoniosa possível, contribuindo sempre para o grupo, sabendo que o menos é mais!!!

Diogo Barbosa e Silva

domingo, 5 de junho de 2011

Algumas orientações para o canto






Como fonoaudiólogo, uma de minhas primeiras paixões dentro desta ciência até mesmo antes da Audiologia, foi a Voz, especialidade fascinante e que até hoje gosto muito de estudar, mesmo sem atuar na área.
Como cantor e intérprete, aprendi a admirar e a respeitar esta área que estuda a fundo a anatomofisiologia dos órgãos da fala e da fonação. Este aparato complexo responsável pela fonação consiste nas funções de respiração (pulmões e musculaturas intercostais), fonte glótica (pregas vocais), ressonância (faringe, cavidades paranasais e orais) e órgãos fonoarticulatórios (lingua, bochechas, dentes, lábios).

Vou deixar aqui alguns toques e lembretes para quem deseja se enveredar ou se aperfeiçoar nesta área do canto. Posteriormente colocarei outros tópicos sobre o assunto dando mais dicas e curiosidades.

Lembretes gerais:

Cuide de sua saúde geral – Manter-se em boas condições de saúde geral auxilia a produção da voz, quer seja cantada ou falada. São raros os indivíduos doentes que mantém boa emissão vocal.

Mantenha uma dieta balanceada - Todas as funções especiais do corpo, e o canto é uma função especial, requerem grande porte energético; mantenha uma dieta balanceada e evite excesso de gorduras e alimentos muito condimentados, o que lentifica o processo digestivo e limita a excursão respiratória.

Aqueça e desaqueça a voz antes e depois das apresentações – Lembre-se que o ajuste para a voz cantada é diferente do ajuste para a voz falada; assim, a voz cantada deve ser usada unicamente nas situações de canto.

Lembretes para jovens cantores

Evite cantar nos extremos de sua tessitura, tanto em notas muito agudas como em muito graves, para não forçar precocemente sua emissão. Trabalhe sobre um repertório adequado às suas possibilidades e ao seu preparo. Algumas vozes levam anos para serem corretamente classificadas. Se sua voz não tem uma qualidade especificamente definida, pode ser que a classificação vá demorar algum tempo, o importante é não exigir mais do que suas condições vocais podem corresponder, sob risco de se desenvolver lesões nas pregas vocais.

Lembretes para as cantoras

Quando possível, evite cantar ou vocalizar com muito esforço no período pré-menstrual, geralmente de 1 a 3 dias antes da menstruação, e durante a menstruação. Não são todas as mulheres que apresentam alterações vocais e laríngeas nesse período, mas a tendência é de haver edema (inchaço) generalizado no corpo e também localizado na laringe. Além disso, há uma maior fragilidade nos capilares sanguíneos, o que favorece lesões hemorrágicas. Isto significa que durante este período é mais comum se desenvolverem pequenas alterações sobre as pregas vocais, ou ainda, tornarem-se mais acentuadas as já existentes. Os nódulos vocais, popularmente chamados de “calos”, podem, até mesmo dobrar o seu tamanho. A voz tende a ser mais soprosa, com ar na emissão, e as notas agudas são alcançadas com maior esforço.

Evite também cantar a partir do sétimo mês de gestação, pois além do edema associado a esta condição, a respiração pode se tornar muito superficial e limitada devido à expansão abdominal, que dificulta a movimentação do diafragma.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Alice Cooper: "Leio a bíblia de manhã e à noite. E dou aulas de cristianismo, às vezes."




Texto de Pedro Antunes publicado originalmente no Jornal da Tarde

Ele se considera o Darth Vadder do rock’n’roll. Ou o Hannibal Lecter. O vilão, na realidade, não importa. Toda vez que sobe num palco, Alice Cooper precisa se transformar no personagem que criou para si mesmo em 1964. Hoje, aos 63 anos, esse senhor leva uma vida de ator. Durante o dia, reza duas vezes, joga golfe com os amigos músicos – e é o melhor deles, garante –, e, eventualmente, dá aulas de cristianismo. À noite, passa pó branco no rosto, pinta olheiras enormes, canta rock’n’roll em canções que falam até de necrofilia e brinca com cobras. Ele não vê problema nessa interessante dicotomia: “Não tem nada na Bíblia que proíba alguém de ser um rock star”, diz o músico. Por telefone, do Canadá, o simpático Alice Cooper falou ao JT sobre drogas, sua paixão por golfe e, claro, música.

Seu primeiro show no Brasil foi em 1973, logo depois de você ter lançado o ‘School’s Out’. São 37 anos de diferença. Muita coisa mudou, na música, nos fãs. O que você espera dessas apresentações que fará no Brasil?
Não tem muito o que esperar. O que sempre pensamos quando imaginamos um show no Brasil é que o público brasileiro cante e grite muito alto. Já fui para o seu país umas quatro ou cinco vezes. Sempre gostei muito de como os fãs de rock me receberam aí.

E o que os fãs podem esperar dos seus shows por aqui?
Cara, vocês vão ver todos os grandes hits do Alice Cooper. Meu show é sempre altamente teatral. Temos muitas surpresas. É um espetáculo bastante visual. Algo que você não está acostumado a ver numa apresentação. Então, não importa quantas vezes você já foi a um show meu, tudo acaba sendo novo e excitante.

Todos os clássicos? Sabe, isso não é muito comum. As bandas preferem tocar músicas dos últimos discos. E deixam os hits para o fim dos shows…
Não, não podemos fazer isso nunca! São 26 álbuns! Não podemos dar prioridade só para o novo trabalho. Vamos tocar tudo. Under My Wheels (do disco Killer, de 1971), No More Mr. Nice Guy (Billion Dollar Babies, 1973), são algumas das músicas do show.

Mas como criar algo diferente nesta parte teatral? Coisas como as cobras, fogo, etc…
Na realidade, estamos sempre tentando criar alguma coisa nova para o show. Uma surpresa diferente. Fazemos isso todas as vezes. Imagina se ficarmos repetindo todas as noites? Vai ficar chato. Não queremos cair nessa rotina.

Você é considerado o pai desse estilo de show de rock teatral. De onde veio essa ideia toda?
Eu sempre achei que o público deveria ter o seu dinheiro investido no ingresso bem empregado. Não apenas ir ao show e ver a banda ali, parada. Assim, eles vão usar uma camiseta com o nome da banda. Desde sempre nos propomos a fazer um show completo. Com toda a atmosfera teatral, com luzes, animais e, claro, música.

Você espera que as pessoas tenham medo no seu show?
Não é medo. É um pouco de comédia também. Antigamente, era diferente, era mais assustador, mas também era engraçado. Sempre fiz questão de ter comédia, além do terror. Algumas bandas esqueceram de colocar a comédia no palco. É um erro. Hoje em dia, o noticiário da CNN é mais chocante. O que fazemos é entreter o público, tirar essa seriedade toda.

Não é de hoje que bandas imitam a sua performance no palco, como Kiss, nos anos 70, e Rod Zombie e Marilyn Mason, mais recentemente. O que pensa disso?
De verdade, eu costumo falar que eles são meus filhos desobedientes. Os caras do Rob Zombie são uns dos meus melhores amigos no meio musical. Gosto muito do que eles fazem, assim como o Marilyn Mason, o Mötley Crüe, a Lady Gaga, são grandes amigos…

Lady Gaga?!?!
Sim! Ela foi a um show meu, apareceu no backstage e veio me agradecer. Disse que foi muito inspirada por Alice Cooper. Achei incrível. Ela faz a versão dela dessa performance teatral no palco.

E por que você os classifica como ‘filhos desobedientes’?
Eu fui numa direção e Mötley Crüe seguiu uma outra linha. Eu fui aquele que nunca entrei em problemas com a polícia, etc…

Você diz problemas com coisas como drogas e álcool?
Sim, claro. É como eu estar com uma banda, como esta que me acompanha hoje… eu não vou contratar alguém que usa drogas. Porque quando formos entrar em turnê, ele vai ser um problema. Não estou falando de beber uma cerveja. Isso não é problema para ninguém. Mas se você está numa banda grande, estar bêbado sempre não funciona no show. Não dá.

Mas isso antigamente era normal no meio musical, não?
Mas eram os anos 70. Naquela época, todo mundo estava ligadão. Agora não estamos mais.

Você teve problemas com álcool. O que te fez parar de beber?
Eu simplesmente acordei numa manhã e vomitei sangue. Aquilo me fez perceber que meu corpo estava morrendo. Fui ao médico e ele disse: ‘Se você não parar de beber, irá morrer em duas semanas’. E era uma época em que testemunhei amigos meus morrendo, como Jim Morison e Jimmy Hendrix. Daí, eu decidi parar. Isso foi em 1981. Não bebo há 30 anos.

Como você é fora dos palcos?
Sou um cristão normal. Quando eu for para São Paulo, você vai ver. Vou fazer compras, jogar uma partida de golfe. O que acontece é que, quando eu viro Alice Cooper, preciso me tornar um vilão. Sou como o Darth Vadder, do Guerra nas Estrelas, ou como o Hannibal Lecter, de O Silêncio dos Inocentes. Eles são vilões. Eu adoro fazer essa transformação.

Com que frequência você joga?
Jogo golfe seis dias por semana. Jogo com o Tiger Woods e com outros os golfistas.

Por que escolheu esse esporte?
Quando estamos em turnê, não conseguimos sair para jogar basquete. É mais fácil achar um campo de golfe. Vou lá, joga por algumas horas e depois vou para o show. Muitos músicos jogam: Lou Reed, Huey Lewis (da banda Chicago), Neil Young, Meat Loaf. Até agora, eu sou o melhor (risos).

Dá para ser um rock star e ter alguma religião?
Dá, sim. Sou protestante. Não existe nada na Bíblia que diga que você não pode ser um cantor de rock’n’roll. Entendo que Deus me deu um talento e espera que eu o use. O meu show não tem nada de anticristo. Muito pelo contrário, acho até bem cristão.

As pessoas estão mais acostumadas com roqueiros com atitudes como a do Marilyn Mason, que costuma dizer por aí é que o próprio anticristo, né?
Acho que cada um escolhe a própria religião. Não sei qual é a religião do Mason, não consigo dizer o que ele é, o que ele pensa.

Como é na igreja? As pessoas te olham de forma diferente?
Algumas não gostam. Mas a maioria me olha como mais um cristão. Existem advogados cristãos, médicos cristãos. Sou um cantor de rock cristão. Sempre oro antes dos shows. Oro todos os dias. Leio a Bíblia de manhã e à noite. E dou aulas de cristianismo, às vezes. Meu pai era pastor, meu avô também. Isso é algo de família

Destravando o improviso




Fala moçada!! Se liguem neste depoimento de um grande guitarrista instrumental, Mateus Starling, graduado em Berklee, falando sobre uma coisa tão rotineira não só para os guitarristas, mas também para todos instrumentistas: o improviso.

Por Mateus Starling,

O que me motivou a escrever esse texto hoje foi um comentário que ouvi de um aluno que estuda comigo por meio de vídeo aulas. Uma pessoa que eu nunca conheci pessoalmente, mas que apresentou o mesmo problema que a maioria dos músicos também apresenta. O melhor disso tudo é que ele também encontrou a solução para o problema dele e é sobre isso que quero escrever.

Quem aqui nunca travou na hora de fazer um solo? E qual o motivo das amarras?
No período em que estudei na Berklee eu estava constantemente me apresentando ao vivo e foi um período em que eu me sentia um pouco travado nos improvisos. Percebi que 2 coisas me afetavam muito nesse quesito. Primeiramente o nervosismo de estar tocando para colegas e professores.

A verdade é que a falta de confiança e uma cobrança pessoal muito grande me faziam subir no palco com uma expectativa de mostrar resultado. Queria mostrar num improviso praticamente tudo o que estava desenvolvendo em meu estudo.

O que em segundo plano me fazia travar era o fato de entrar no improviso já com muitas idéias premeditadas.

Agora eu volto para o comentário desse aluno que me disse que havia preparado um solo para uma apresentação ao vivo, mas que no momento, apesar de ter executado o solo perfeitamente, o mesmo ficou vazio e sem vida junto com a banda.

Eu já escrevi sobre improviso VS preparar solos e não quero entrar nesse mérito, mas ao vivo sempre acontecerão coisas que necessitarão de ajustes, ou seja, é muito mais pratico adquirir a habilidade de reagir ao momento (improvisar) do que a de prever o futuro.

Fazendo um resumo da ópera chegamos a 2 conclusões.

O músico precisa ter confiança, de certa forma você precisa subir no palco com a convicção de que você faz aquilo muito bem. Isso é algo que vem com estudo e com a prática de tocar, por isso bato muito na tecla de que não existe músico de quarto, aquele cara que não sai para tocar, para ouvir apresentações. Tudo isso vai gerar no músico confiança, seja tocando ou observando como outros músicos tocam. Você não vai se tornar confiante professando mantras tipo: “Eu sou bom, eu posso.” A música é maior que isso e você precisa se tornar amigo da música e não concorrente. 50% é o estudo solitário, 50% é tocando com outras pessoas.

E por fim é muito importante entrar num improviso aberto para as possibilidades. Posso dizer sem hipocrisia que em 100% das vezes em que toco ao vivo eu só começo um improviso com uma idéia que me vem no momento, essa é a única maneira onde consigo improvisar sem travar. Não posso pensar em frases, licks, conceitos, tudo isso me bloqueia. Particularmente tento focar minha maneira de improvisar em motivos melódicos e rítmicos, na minha opinião o solo é uma sequencia de idéias desenvolvidas e em consonância com o resto de conjunto.

O Hal Crook uma vez me disse algo muito interessante a respeito de improvisar: “Se você não engaja a banda a tocar contigo uma hora eles te desligam e começam a tocar entre eles”.

Voltando ao aluno, ele me disse que a solução que encontrou foi o conceito de “desenvolvimento de motivos” ou seja, uma idéia tocada deve ser a continuação de uma idéia anteriormente executada, ou seja, se toca reagindo ao que você acabou de tocar ou então reagindo a algo que a banda esta tocando. Isso não quer dizer que o seu solo não deva possuir outros elementos, mas certamente os motivos vão dar uma estrutura para o seu solo.

Recomendo 2 pianistas que tocam repletos de motivos: Aaron Goldberg e Bill Evans. É interessante salientar que o improviso na música brasileira é repleto de motivos, principalmente os instrumentistas dos anos 60 e 70.

Grande abraço e Deus abençoe a todos.

Mateus Starling
www.mateusstarling.com.br
twitter: mateusstarling

terça-feira, 24 de maio de 2011

Homens de Deus

Bem caros amigos, havia digitado um texto imenso para postar aqui, só que como as peripécias da nova tecnologia, meu pc travou apagando tudo o que eu tinha escrito...

Como não estou com paciência e nem me lembro de tudo que havia escrito anteriormente vou deixar as coisas de um modo bem reduzido e simplificado.

É importante seguir homens de Deus que o inspirem a exercer e anunciar as boas obras que o evangelho genuíno de Cristo nos traz.

Em meio a tantos "moveres eclesiásticos", a mensagem do evangelho se tornou obscurecida, com tantas "ondas" e "modismos" no meio do arraial evangélico.

Este é a verdadeira mensagem do evangelho:

“São as novas que Jesus Cristo, o justo, morreu pelos nossos pecados, ressuscitou, triunfante sobre todos os seus inimigos de forma que não há condenação para aqueles que crêem, mas somente alegria eterna.”

Esta definição de John Piper, é a mais clara, direta e verdadeira mensagem do evangelho para mim.

Ela parece simples no que tange ao seu conteúdo, porém é muito complexa no que tange a sua prática. A mensagem de Cristo nos confronta e nos tira da posição de inércia, nos levando a uma profunda reflexão e mudança de prática.

O vídeo que se segue, é a última devocional de David Wilkerson, antes de ser levado pelo Senhor. Nesta mensagem ele fala de algo simples, mas muito chocante, direto e eficaz assim como o evangelho de Jesus Cristo deve ser.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Falando verdades: Evangelho da Prosperidade

Caros leitores, não quero ser dono da verdade, de fato, não o sou de forma alguma, porém aqui neste blog, procuro expôr opiniões que considero ser verdades não só em minha vida, mas também na vida de homens de Deus que tenho conhecido por aí...

Pilatos pergunta a Cristo o que é a verdade? porém Cristo já havia dito anteriormente: Todo aquele q é da verdade ouve a minha voz (Jo. 18: 37).

Como discípulos e servos é necessário ministrar, cantar, tocar, sobretudo falar, da verdade. E ela está contida na palavra de Deus, ou melhor, a palavra é a verdade de Deus.

Digo isto pq vejo por aí tantos ministérios, pessoas, interessadas em anunciar um evangelho tão barato, cômodo e relaxado, que chego a me envergonhar de ser evangélico...muitos tem falado de prosperidade, riquezas materiais...coisas que não deveriam ser o foco de um homem espiritual...Ouvimos tantas canções dizendo: "enche meus celeiros", "Me dá aquilo", "Derrama sobre minha vida a prosperidade" e de fato aniquilamos a verdadeira mensagem do evangelho...
Jesus disse: "O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui." (Jo 18:36).

Como mentes cativas a Deus, temos um chamado para a abnegação, renúncia e sacrifício para aquilo que é carnal, ou seja, para as coisas que são do mundo. Ora, para ser rico eu não preciso nascer de novo e para adquirir bens materiais não é preciso que eu me converta! Não há absolutamente nenhuma renúncia ou decisão espiritual no Evangelho da Prosperidade.

A prosperidade da bíblia de nenhuma forma aponta acúmulos materiais, mas ela fala de fato que a verdadeira prosperidade consite em uma vida de paz de espírito, mesmo em meio as circunstâncias adversas. Paulo diz que nada nos separará do amor de Deus, nem tribulações, nem fome, nem dor, nem potestades ou principados...
Neste vídeo, John Piper, fala sobre o chamado: "Evangelho da Prosperidade" que tem sido anunciado em inúmeras igrejas...

Diogo Barbosa e Silva.


Carlinhos Félix e a simplicidade de "arrebanhar"





No dia em que faço mais um ano de vida, queria relatar uma experiência que com certeza me lembrarei e ficará como um bálsamo suave nas minhas memórias.
Se trata do encontro q tive com Carlinhos Félix, cantor, ministro e grande músico.
Isso foi possível graças ao Congresso Tocando Vidas, Resgatando Almas; que aconteceu no último dia 21 de abril, na Igreja Batista Central em Goiânia, do qual o Carlinhos foi um dos ministrantes do evento.

Pela manhã ele ministrou um workshop exclusivamente para os músicos e ministros de louvor, falando sobre inspiração, musicalidade e compromisso com a obra de Deus. Se via de cara a autoridade com que ele falava, já que ele está nessa área há mais de 30 anos. Carlinhos começou com a Banda Rebanhão, grande referência e uma das pioneiras no cenário cristão nacional. O Rebanhão começou na Igreja Cristo Salva, do tio Cássio em 79, SP, logo se mudando para o Rio de Janeiro no início dos anos 80. Carlinhos gravou vários discos junto com Janires, líder do grupo e continuou até a década de 90, onde saiu e trilhou caminhos próprios. Carlinhos atualmente reside em Vitória e lidera uma escola onde ministra para músicos e adoradores de acordo com a sua experiência ao longo destes 30 anos de ministério.

Bem, neste evento, tive a honra e o grande prazer de tocar junto com este, que com certeza é para mim, uma das maiores referências no meio cristão, tanto pela musicalidade, como pelo exemplo de vida e caráter. Tocamos várias músicas consagradas e infinitamente tocadas nas igrejas como: Basta Querer, Palácios, Diga lá, o Espírito do Senhor (Carvalhos de justiça), entre outras. E outras de outros autores como: Sonda-me, Poderoso Deus, etc.

Quem dera que a maioria dos músicos e ministros tivesse essa simplicidade no agir e até mesmo no falar. Pude perceber que a mão de Deus acompanha aqueles que não somente são fiéis à Ele, mas que também sabem compartilhar seus acertos e seus erros com humildade. Com Carlinhos pude perceber que apesar dos pesares, com a mídia sufocando o talento da verdadeira música cristã, ainda há coisas boas, sinceras, genuínas e de bom gosto por aí...Mesmo sem gravadora, ou selo importante, Carlinhos continua trabalhando e muito, diga-se de passagem, produzindo e gravando materiais impressionantes, viajando e ministrando por esse país a fora, seguindo com aquilo que Deus lhe entregou com tanto zelo e cuidado.

Que experiência maravilhosa...fiquei grato a Deus pela oportunidade e aprendizado que tive com este homem....a forma de liderar, cantando e tocando com alegria e satisfação...a maneira simples de cativar e ministrar aos corações de todos que ali estavam vai ficar com certeza no meu coração.

Shalom Adonai
Diogo Barbosa.