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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Música retarda efeitos do envelhecimento da audição




Músicos apresentam menos problemas de audição causados pela velhice quando comparados a outras pessoas, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira (13) na versão online da revista científica "Psychology and Aging" (Psicologia e Envelhecimento, em inglês). A pesquisa foi feita pelo instituto de pesquisa Baycrest's Rotman, em Toronto, no Canadá.

O trabalho foi feito com 74 músicos e 89 pessoas comuns, com idades variando entre 18 e 91 anos. A definição de músico usada pelos cientistas foi a de alguém sob treinamento diário desde os 16 anos de idade e que teve pelo menos seis anos de aulas de música. Os leigos que participaram no estudo não tocavam nenhum instrumento.

Os participantes de ambos os grupos passaram por testes para detectar quando sons surgiam do nada ou momentos de silêncios eram interrompidos por algum ruído contínuo. Ambos os grupos usaram fones de ouvido e mantidos em salas com isolamento acústico.

Com a idade, o ser humano passa a ter dificuldade em compreender o que as pessoas falam, principalmente quando há barulho no ambiente. Na pesquisa, os músicos de 70 anos conseguiam manter a capacidade de diferenciar sons no ambiente com a mesma habilidade de uma pessoa de 50 anos que não pratica nenhum instrumento.

A equipe responsável pelo estudo acredita que o exercício de apreciação de sons - uma prática constante pra músico - faz o cérebro dos profissionais ficar menos vulnerável à idade. Para os especialistas, treinar o sistema de audição do corpo previne contra a perda de audição com o tempo.

Fonte: G1

Shalom,

Diogo Barbosa.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Dicas de estudo: repetição produtiva e improdutiva



Quando entramos no carro para fazer uma viagem antes de tudo é preciso saber o trajeto. Da mesma forma antes de colocar o instrumento no colo é necessário ter uma trajetória de estudo.


Não se evolui por horas com o instrumento em mãos, mas sim pela qualidade de tempo dedicado ao mesmo.


30 minutos por dia podem gerar grandes resultados em poucos meses.

Primeiramente é importante salientar que a repetição é uma das maneiras mais lógicas para o aprendizado do cérebro, portanto, é de suma importância estudar o mesmo tópico por dias seguidos.


Se você quer aprender a escala pentatonica menor nas 12 tonalidades ao longo do braço do instrumento não adianta estudar escala pentatonica na segunda-feira, escala maior na terça, triades na quarta e só retornar ao assunto da pentatonica na outra semana.


O mais querente é que você estude sequencialmente o mesmo assunto, mesmo que você não estude todos os dias. Portanto estude pelo menos 10 minutos de um assunto diariamente, introduza no máximo 2 ou 3 tópicos nessa rotina, mas permaneça com essa rotina por uns dias, pois como já foi dito, é através da repetição que você se tornará mestre em determinado assunto.


Conheço pessoas que tocam a 10 anos e não dominam sequer a escala pentatonica, quando tocam em tonalidades menos comuns ficam travadas. Normalmente quando essas pessoas pegam o instrumento tocam basicamente a mesma coisa, estudam sem um propósito, essa é uma repetição improdutiva.

Existe a necessidade de ter uma rotina, uma sequencia e uma repetição do assunto, mas também existe o momento de abandonar esse assunto e prosseguir.

escala pentatonica, faço questão que aprendam todos os 5 modelos em todos os tons e por toda extensão do braço. Inicialmente se aprende a escala de forma racional, visualizando e aprendendo o som da mesma, e nesse processo já insisto que os alunos comecem a pensar em motivos melódicos, principalmente pensar nos motivos em modulações (por exemplo dentro dos ciclos de quartas).


Esse processo deve ser feito com todas as escalas e arpejos, ou seja, é um trabalho longo, mas que deve caminhar com o fazer música, por isso mesmo que logo apresento playalongs com ciclos e modulações para que o aluno possa se divertir estudando.


Existem assuntos que caminham juntos e que são interessantes de serem trabalhados ao mesmo tempo.


Se você quer aprender a pentatonica menor, como foi citado anteriormente, seria interessante compartilhar esse estudo com os acordes menores (tríades e tétrades) em todas as inversões, dessa maneira você esta estudando 2 assuntos conexos mas que ao mesmo tempo tratam do aspecto melódico e harmônico. Tente ver a escala dentro dos acordes num approach mais pianistico, e não como 2 coisas distintas. Quando um pianista toca um acorde na mão direita ele automaticamente vê esse acorde como notas do arpejo ou fragmentos da escala, infelizmente na guitarra as pessoas estudam esses assuntos como coisas distintas.

Nessa linha de pensamento ao estudar escala maior seria interessante estudar acordes maiores (tríades e tétrades) e inversões e assim com todas as outras escalas.


Na prática se você tem 40 minutos de estudos diários você pode estudar 15 minutos de escala pentatonica e 15 minutos dos acordes menores e suas inversões e sobra 10 minutos para que você acrescente mais 1 assunto importante para a sua rotina.


Ouvir música é estudar também. Procure ouvir música com 100% de atenção (não no Ipod quando se esta malhando por exemplo), observando pequenos aspectos da música. Se você esta estudando improviso procure ver como o improvisador constrói o solo. Na próxima semana falaremos um pouco mais sobre isso.


Deus te abençoe. Bons estudos.


Mateus Starling.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Gerenciando seu tempo de estudo




É importante termos hábitos condizentes com nossos objetivos profissionais e pessoais. Na música, para se seguir uma carreira, é necessário trabalho árduo e sistemático como em qualquer outra área. Aqui vai algumas dicas que peguei com meu amigo virtual, grande guitarrista Ricardo Soares, sobre dicas de gerenciamento de estudo, afim de otimizar e maximizar seu tempo de dedicação ao instrumento.

Parte 01

A premissa básica para mantermos um aprendizado constante depende fundamentalmente de termos uma diretriz bem clara, "trocando em miúdos", cada segundo do seu estudo diário tem sumária importância para a realização de seus objetivos. Em função dos mesmos, trace uma linha de estudo que varie com seu tempo hábil, sua facilidade ou dificuldade com determinado assunto e suas próprias metas.

Os assuntos abordados neste método são a estrutura básica para a solidificação de seu vocabulário guitarrístico ( independente se você almeja ser um jazzista rei do Be bop ou um mestre dos " tapping Van Haleanos " ).

Entenda que todo este material ( leitura, acordes, ritmos, etc.. ) vai ser o fator de diferenciação entre a verdadeira música e meros modismos passageiros. Lembre-se que todos nossos " heróis " da música universal sempre foram resultados de estudo muito intenso ou de uma concepção muito pessoal ( leia-se " gênios " ) .Vale aqui a frase atribuída ao pintor espanhol Pablo Picasso: " Um grande trabalho é resultado de 10% de inspiração somados a 90 % de transpiração ".

Um dos pontos que mais afligem os iniciantes em seus primeiros passos é o que diz respeito à necessidade ou não de uma rotina diária de estudos. Devemos ter em mente o bom e velho ditado: " O hábito faz o monge " ,ou seja, a freqüência de estudo mínimo diário vale mais que um exagero esporádico. A fluência e a velocidade são resultados de uma eficaz interiorização da informação, seja ela um lick ou uma escala. Lembre-se, a velocidade vem com o tempo !

No intuito de organizar seu tempo de estudo, sugerimos uma tabela que aborda assuntos estruturais. Com o acúmulo das informações obtidas no decorrer do curso você poderá, eventualmente, construir uma nova tabela. O caráter deste enfoque é rotatório.

Parte 02

Segue então uma sugestão de um roteiro mínimo de estudo:

(Obs. : É bom frisar que o desenvolvimento musical também é resultado de um crescimento neuro - muscular, portanto, tenha cuidado com seu mais precioso instrumento : suas mãos !!! Faça sempre um aquecimento que envolva alongamentos de seus músculos e tendões.)

Assunto Tempo mínimo sugerido
Exercícios Cromáticos 20 min.
Notas no Braço (intervalos) 10 min.
Escalas 30 min.
Descanso 5 min.
Arpejos / Tríades 30 min.
Acordes / Bases 30 min.
Leitura 20 min.
Descanso 5 min.
Improvisação/Composição 45 min.
Repertório 45 min.
Tempo Total 4 Horas

Caso você venha se sentir desanimado, tenha sempre em mente que a perseverança é a chave para o sucesso!!!

Parte 03

Os norte-americanos prezam muito a expressão " attitude ". Esta, assim como uma série de termos em inglês, não possui uma tradução literal, mas pode ser definida como a maneira que encaramos a música dentro de nosso contexto diário. Cada pequeno detalhe é encarado com uma grande seriedade e pensamento positivo para nosso verdadeiro desenvolvimento.

Estude sempre com a sua atenção focalizada. Nossa mente é como uma câmera que registra informações em nosso arquivo central (cérebro) e este, como os próprios computadores, não tem critério do que é certo ou errado. Sendo assim, registre cada informação com o máximo de cautela. Estude absorvendo quantidades pequenas de informações. Respeite o seu próprio tempo!

O processo de aprendizado é cumulativo, tudo o que você aprender será utilizado durante vários anos em sua carreira musical, por isso cada tópico deve ser sempre reestudado. A sua ótica em relação à estes mesmos assuntos amadurecerá proporcionalmente à sua evolução.

Tenha cuidado também com a sua postura, pois a maneira como você "sente" e "veste" seu instrumento serão fundamentais para definir sua técnica e fluência . Uma má postura pode acarretar sérios problemas de coluna, membros superiores e mãos. Cuidado com a altura da correia da guitarra, apesar de esteticamente os "roqueiros" de plantão preferirem se utilizar da famosa postura "bad boy", com a guitarra na altura do joelho. Na verdade esta não é a postura mais confortável para se estudar guitarra! Tenha como exemplos " monstros " das seis cordas que tocam com a guitarra numa postura correta : George Benson, Frank Gambale, Les Paul, Roy Buchanan, Mozart Mello , Jonh Mclaughlin, entre outros.

Parte 04

A técnica, que nada mais é do que uma habilidade mecânica, existe não para dizermos que somos mais rápidos do que este ou aquele guitarrista. Não se trata de uma corrida onde quem é o mais rápido chega primeiro ao pódio. A técnica existe para que não haja limitações físicas na sua execução. Ela permitirá a você tocar qualquer coisa, qualquer seqüência de notas que sua imaginação criar.

Para alcançar a tão almejada técnica, incorpore a essência dos assuntos tratados acima através das seguintes diretrizes:

Praticar lentamente: vale mais a qualidade que a quantidade e lembre-se: devemos ser como um trem que parte da estação lentamente e aos poucos vai pegando velocidade, sempre em direção ao seu destino.
Positividade: Complementando o quesito " attitude ", você nunca deve se pressionar dizendo " tenho que acertar, não posso errar ". Isto pode causar-lhe um grave bloqueio mental. Não se apresse, não se pressione, assim sua mente não perderá tempo nem atenção em outros fatores. Apenas concentre-se !
Concentração: É exatamente o complemento do que citamos acima. Não devemos estudar vendo TV, pensando no fim de semana, etc. Concentre-se no estudo, no que você realmente estiver estudando.
Não gaste muito tempo no mesmo exercício: Delimite um tempo máximo para cada exercício, isto evitará problemas físicos associados a movimentos repetitivos, como a Síndrome do Túnel do Carpo, que "tirou de ação" o tecladista Keith Emerson. Vale salientar que um estilo interessante de guitarra é uma somatória de várias possibilidades de execução.
Siga este caminho e curta sua viagem através das estradas da música!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Incentivando uma mente criativa


Deus nos deu uma mente dotada de inteligência para criármos e desta forma devolver o privilégio de sermos filhos em forma de exaltação e glorificação do Pai, portanto convém que seja feito o nosso melhor para aquele que nos gerou, não acham?
Por exemplo...eu como músico, posso muito bem criar músicas que falam de amor, paixão, que contam histórias curiosas e tudo mais...porém a minha experiência com Deus me levou por um caminho de gratidão, da qual não posso mais recuar. Desde a minha caminhada no começo da música, só pensei em desenvolver o dom de Deus em mim de maneira a criar formas de devolver tamanho favor imerecido...desta forma nasceu minha primeira composição: "Verdadeira Razão".
Paulo nos diz em sua epístola aos Romanos:
Rm 11:36 - "Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém"

Quero te estimular neste capítulo, a desenvolver uma mente criativa para a composição de cânticos através de dicas práticas que funcionaram bem pra mim em minha experiência como compositor.

1- Faça anotações recorrentes.

Sempre escreva sobre coisas que te inspiram, te intrigam ou até mesmo que acontecem na sua vida. Pode ser um momento de provação ou um momento de alegria e realização. Não é preciso fazer anotações diárias, mas assim que você estiver afim de escrever, é bom que anote tudo para que depois não se esqueça de pequenos detalhes...
Estes momentos refletem experiências e sensações que serão úteis no processo de composição e com certeza, deste acontecimento podem sair temas que você poderá descrever durante a composição de uma música.

2- Ande sempre com um gravador e registre tudo aquilo que te inspira ou vêm à sua mente em forma de música.

Já se viu em determinados momentos cantarolando certas melodias nunca antes escutadas? Eu também...nesses momentos é sempre bom ter um gravador portátil por perto, tipo Mp4 para gravar essas coisas. Essa canção pode servir como linha melódica ou arranjo em determinada canção. Não importa se você não estiver impunhando um instrumento naquele momento. Grave com sua voz mesmo e depois tente reproduzi-lo em casa no violão ou teclado...

3- Escolha um ambiente propício à composição

Quando vou compor algo, eu não faço isso no meio da sala com a televisão ligada, com outras pessoas conversando, cachorro latindo ou barulho de carros...
A música é sentida por meios sonoros e também da mesma forma ela é criada. Se houver muitas distrações, o processo de composição se torna um pouco complicado.
Procure lugares que estimulem também seus outros sentidos como o olfato, a visão e o tato. Um bom ambiente oferece de forma harmoniosa este misto de sensações que com certeza contribuirão para o sucesso deste processo criativo.

4- Estabeleça momentos de orações e de intimidade com Deus

É necessário separar momentos de devocional com Deus no dia a dia. Os cânticos de adoração e louvor falam das qualidades e atributos de Deus. Como compositores é necessário que falemos e cantemos com propriedade e autoridade as músicas que compomos. É fundamental a leitura da palavra, parece até óbvio o que falo, porém é triste a quantidade de musicos e levitas que observamos não ter o mínimo de intimidade na oração e na adoração.

Pela leitura das escrituras nossa fé é fundamentada e alicerçada:
"De sorte que a fé vêm pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Rm 10:17).

Nem podemos agradar a Deus se não estabelecermos contato com Ele:
"Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." (Hb 11:6).

Estabeleça períodos de louvor em seu quarto ou em um lugar reservado e tente observar a voz de Deus lhe falar...esses momentos são fundamentais para um relacionamento saudável com o Pai e te garanto que eles serão definitivos para te inspirar a criar novas músicas que edificarão a sua vida e a vida de outras pessoas.