segunda-feira, 12 de março de 2012

Como otimizar o ensaio na sua igreja




Uma das questões mais complexas atualmente é a administração do tempo; são muitos compromissos profissionais, familiares, sociais e religiosos. Pra quem participa de ministério de louvor nas igrejas, a questão fica mais complicada ainda, uma vez que ensaios são necessários.

Somos orientados pela Palavra a "não fazer a obra relaxadamente", mas muitas vezes temos feito e colocamos a culpa na falta de tempo. O que acontece na verdade é que, de maneira geral, administramos mal o nosso tempo de ensaio. Podemos pensar em algumas coisas práticas, que nos ajudariam a aproveitar melhor o tempo de ensaio:

1 - Planejamento: É imprescindível que o ensaio seja planejado com antecedência, pois todos que estão ali deixam horas preciosas do convívio familiar ou de resolução de questões particulares para participarem do ministério.

A grande maioria dos participantes o faz de maneira voluntária, acreditando em seu chamado. Assim, planejar o ensaio é uma forma de aproveitar melhor este tempo precioso e valorizar a disponibilidade dos integrantes do ministério.

Se possível, as músicas devem ser definidas com antecedência, para que todos os instrumentistas e vocalistas possam preparar seu material adequadamente.

2 - Tempo de ensaio: Um ensaio produtivo não é necessariamente um ensaio extenso. Quando os ensaios demoram demais, o rendimento dos participantes fica comprometido.

Muitas vezes não temos o resultado esperado devido ao cansaço das pessoas. Obviamente o tempo de ensaio varia dentro de cada realidade e objetivo, devendo sempre levar em conta o bom senso.

3 - Atacar o problema: Uma das situações menos produtivas num ensaio é a excessiva repetição de uma canção por determinado erro. Quando se tem um erro em algum trecho, deve-se concentrar os esforços naquele trecho, sem a necessidade de repetir toda a canção.

Após a correção do trecho específico, dá-se prosseguimento ao ensaio. Não adianta ficar repetindo a estrofe e coro, se o problema estiver somente no coro. Vá ao ponto específico e corrija!

4 - Vocal e instrumental: Se você tem estrutura, prefira fazer uma parte do ensaio de maneira separada, principalmente quando forem ensaiar novas canções. Na grande maioria dos grupos, a prioridade é instrumental. Quando vocal e instrumental trabalham em paralelo, juntando-se ao final do ensaio, o rendimento é significativamente melhor.

5 - Pontualidade: Não sei vocês, mas algo que não me deixa nada satisfeito é a falta de pontualidade. Temos uma cultura que nos diz que, por exemplo, se quisermos que algo comece às 20 horas, precisamos marcar às 19:30 horas. Isto precisa mudar com urgência. Estamos punindo os responsáveis e premiando os irresponsáveis.

Os componentes de um ministério precisam saber que seu compromisso primeiro e maior é com Deus e que comparecer ao local de ensaio no horário determinado é uma forma de glorificá-lo através do seu testemunho. Não consigo enxergar Cristo nas pessoas que agem sempre de maneira irresponsável. Atrasos devem ser exceções, não hábitos.

6 - Afinação dos instrumentos e preparação dos microfones: Se você toca um instrumento que carece de afinação e/ou ajustes, chegue antes do horário marcado. Os vocalistas devem fazer o mesmo... Não esperem o ensaio começar para ligar e/ou ajustar seus microfones.

7 - Confusão sonora: Não sei se na sua igreja acontece... Vai começar o ensaio: O baterista "senta" o braço nos pratos e testa os bumbos; o tecladista começa a tocar em Sol Maior; o violão faz um dedilhado clássico; o guitarrista sola; os instrumentos de sopro afinam; o vocalista diz: "Som, alô, som, testando". E tudo isto acontece ao mesmo tempo.

Todos querem testar seus instrumentos e/ou microfones ao mesmo tempo e você fica com a sensação de que está próximo da loucura. Este ambiente de confusão sonora não é nada propício para um ensaio. Aqui entra o respeito. Espere a sua vez para testar o seu som.

8 - Palavra e oração: Reserve um momento do ensaio para refletir na palavra e orar. Temos aprendido que os músicos são os primeiros pregadores do culto. Geralmente, pregamos antes do pastor, através das canções e ministrações. A preparação espiritual é fundamental para que isso aconteça.

Precisamos lembrar que uma das funções principais do ministério de louvor de uma igreja é levar a congregação a adorar ao Senhor.

Quando ensaiamos mal, há um reflexo natural na hora de ministrarmos na Igreja. Músicas mal ensaiadas e executadas podem se transformar em empecilho para que a Igreja flua na adoração.

Quanto mais seguros estivermos, mais liberdade teremos para exercermos esta função tão preciosa para a qual o Senhor nos chamou.


Shallom.
Diogo Barbosa e Silva

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sinal de Jonas - Videoclip oficial


Nesse último feriado, estivemos gravando nosso mais recente videoclip...a música tema seria a Sinal de Jonas, do projeto "4 songs 4 you".

É um clip bem louco, do qual tocamos rapidamente, porém, sem sair do andamento da música...esse recurso é muito utilizado pelo The David Crowder Band, e como ele também compõe a miscelânea de influências da banda, resolvemos tentar e ver no que dava. A idéia veio do Léo, nosso baixista...e gostei muito do seu estilo, que lembra algo bem "Quentin Tarantino" de dirigir...

O que muitos não sabem é que para dar esse efeito visual é preciso tocar a música em um andamento bem baixo, então para dar o efeito satisfatório tivemos que abaixar o andamento da música em cerca da metade do tempo normal.

Para se ter uma idéia, a música que normalmente tem um tempo de 5:50 min. aproximadamente, ficou em 14 minutos. Gravamos tudo em um take só. Para termos opções gravamos dois takes inteiros sem interrupção. No segundo take o sol já estava alto, pois gravamos ao ar livre, e até hoje estamos bronzeados, consequência do sol escaldante...rsrs

O importante é que valeu a pena e o resultado está aí pra quem quiser ver. Observação à parte para o céu, que estava lindo, o que nos leva a agradecer a Deus imensamente por esse trabalho. Virão outros por aí...



Até a próxima.
Diogo Barbosa e Silva

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

As artes como ponte entre o racional e o sensorial

Nós como músicos e artistas temos a responsabilidade de passar nossas experiências a cerca das várias coisas que vemos, conhecemos e experimentamos. E quando se trata de música cristã a coisa fica mais séria e complicada ainda.

Será que é possível ligar o cristianismo sensorial e estético atrelado à religiosidade, à uma realidade secular dura, fria e opaca?

Hoje temos contemplado experiências sensoriais, epidérmicas, sensitivas e estéticas no meio da música não só secular, mas cristã, também...mais do que nunca antes...em demasia eu diria até. Isso tem gerado uma esquizofrenia espiritual, demonstrando uma "criancice" religiosa perigosa no cotidiano de qualquer cristão.

Por outro lado, o racional por si só nos demonstra algo real, verdadeiro, porém massante a ponto de não convencer por si só. Ninguém converte só por saber por A+B que Deus existe. É necessário experenciar...

E será que nós como músicos podemos transcender essa linha do desespero entre o "mundo" secular frio, opaco... e o espiritual estético, sensorial, por vezes fantasioso... através da música?

Vou deixar com vcs 2 vídeos brilhantes de um camarada chamado Guilherme de Carvalho, teólogo e pensador que responde essas indagações e perguntas.

Se deliciem...







Shallom
Diogo Barbosa e Silva

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Como música para os ouvidos




Enquanto você lê este texto, não deixa de estar atento aos sons ao seu redor. O telefone pode tocar, alguém chamar seu nome... No entanto, para 5 milhões de brasileiros, ouvir não é uma tarefa tão simples assim. Esse é o número de indivíduos que sofrem de algum grau de surdez no país. As causas mais comuns do distúrbio são a exposição ao excesso de barulho e a perda auditiva relacionada ao avançar da idade, mais conhecida entre os médicos como presbiacusia. "A partir dos 50 anos, já começamos a perder a audição. E viver em grandes cidades pode até antecipar esse processo", afirma o otorrinolaringologista Ricardo Ferreira Bento, do Departamento de Otorrinolaringologia da Universidade de São Paulo.

"Quando outras pessoas comentam que você anda desatento ou aumentando demais o volume da TV, está na hora de procurar um médico", alerta Bento. É possível que ele recomende o uso do famoso aparelho auditivo, mas não é só isso. Com boas-novas vindas de centros de pesquisa e tecnologia, quem sofre com o problema está perto de escutar cada vez mais. E melhor.
Músicos escutam melhor

Os adolescentes levam bronca por ouvir suas bandas favoritas em volume alto demais. Com razão, já que os decibéis dos fones de ouvido quase sempre estão muito acima do recomendado. Por outro lado, tocar instrumentos pode ajudar quando a maturidade chega. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo instituto baycrest’s rotman, no Canadá. ao comparar músicos com pessoas que não tocavam nada, todos na extensa faixa etária de 18 a 91 anos, os cientistas viram que os instrumentistas tinham uma capacidade especial de compensar a perda auditiva relacionada à idade. "Um músico de 70 anos consegue ouvir uma conversa em uma sala barulhenta melhor do que um homem de 50. essa diferença acontece no cérebro, já que o ouvido envelhece do mesmo modo nos dois grupos", explica o pesquisador benjamin zendel, líder do trabalho. É importante ressaltar que não basta entender de música e ouvi-la. "é preciso aprender um instrumento. daí a audição interage com as funções cognitivas cerebrais", esclarece. esse estímulo constante deixaria a massa cinzenta treinada para quando o ouvido não der mais conta do recado. "mas, se o volume estiver muito alto, os danos então serão maiores do que os efeitos positivos das melodias", completa zendel.

Créditos: Rev. Saúde Abril

Shallom
Diogo Barbosa e Silva

sábado, 14 de janeiro de 2012

Se comprometendo de corpo e alma com seus projetos

Como músico já passei por diversos projetos, tocando em algumas bandas, acompanhando determinados artistas e sempre procurei me envolver o máximo em todos eles, dedicando tanto musicalmente, quanto em oração, intercessão e objetivos.

Em um projeto ou banda, é preciso se comprometer e se dedicar. Ou vc está 100 % engajado no intuito de seus companheiros de palco, ou vc simplesmente não está, e isso não é bom. Muita gente pensa que tocar em uma banda ou estar em determinado projeto musical é simplesmente tocar com as outras pessoas integrantes do projeto. Dessa forma a coisa não flui...quem dera fosse tão simples assim...

Já estive em projetos do qual nem todas as pessoas estava lá de corpo e alma. Talvez o corpo estava, mas a alma estava em outro lugar. Eles estavam lá por outros interesses, sei lá, mas não pelos quais valeriam estar ali.

Galera, a Deus não conseguimos enganar, e quer saber? Ao público também não. Se vc não estiver 100 % comprometido e engajado, as pessoas vão sentir no seu som, na sua postura, no seu agir. Música não são simplesmente acordes, melodia...Ela é energia, pulsação e sentimento. Isso não pode ser forjado, nem mascarado. Se vc estiver assim, procure dar lugar a outros que querem se dedicar de forma total, e procure um projeto que desperte seu real interesse.

O segredo de ser um bom instrumentista ou intérprete está em tocar e fazer aquilo que realmente te agrade, com o tipo de som que se identifique e principalmente, com o objetivo e intuito que valha a pena.

Em todos projetos q já participei, procurei me inteirar de coração a todos eles, sem reservas. Música é mais do q estilo...é sentimento. E ela tem por obrigação alcançar a alma e o coração das pessoas. Se vc não está atingindo este alvo com a sua música, algo está errado.

Aqui vai um vídeo de uma apresentação da minha banda, a Primeiras Obras. Tenho gostado muito de tocar com meus parceiros/irmãos de banda, a gente procura se divertir ao máximo no momento que estamos tocando nos shows e apresentações. E queremos passar essa alegria e satisfação pras pessoas que nos ouvem também (nesse vídeo acho que dá pra sentir essa vibe por parte da galera).

Bach diz que a música tem como fim ou principal objetivo a recreação da alma e a manifestação da glória de Deus. Bem, acho que estamos no caminho certo, e assim queremos manter...




Diogo Barbosa,
Shallom pra todos vcs.

domingo, 11 de dezembro de 2011

A ninguém devais coisa alguma....

Está no nosso canal mais um vídeo...dessa vez se trata de uma das músicas que gravamos no mais recente projeto: o 4 songs 4 you. A música se chama "O que é o amor?". Ela é uma música que já havia composto há algum tempo, mas não havia tido a oportunidade de gravá-la, quando esta oportunidade surgiu com o 4 songs, não hesitei em colocá-la. O importante desta canção com certeza é a letra que nos indaga e confronta sobre este sentimento tão "falado", o amor, algo que teóricamente faz parte das nossas vidas, falamos sobre isso nos filmes, discursos, pregações, nas canções...mas nas ações do dia dia, vemos poucas manifestações deste sentimento que com certeza muda a vida de uma pessoa que entende isto, quando passa a vivê-lo na prática. Poucos conseguem viver este sentimento na essência...entendendo o verdadeiro sentido da palavra.

O clip é uma edição de imagens com o exemplo de pessoas que conseguiram mudar a vida de outros indivíduos com as ações...manifestadas e impulsionadas pelo amor ao próximo...mandamento que Jesus nos deixou: "Amando ao próximo como a ti mesmo". Isto é o que nos indentifica como cristãos, na raíz da palavra, "pequenos cristos". Jesus sendo Deus, não usurpou ser igual a Deus, antes se esvaziou, se humilhando e sendo passivo de morte e morte esta de cruz. Este gesto maior de amor, que será sempre lembrado, deve ser o alvo de nossas vidas como seguidores e filhos.

O vídeo então nos compele a fazer diferença através do amor na vida das pessoas que nos rodeam...

Espero que vocês gostem.

Shalom.
Diogo Barbosa e Silva.






Twitter: @primeirasobras
E-MAIL: primeirasobras@gmail.com
Canal no youtube: www.youtube.com/user/bandaprimeirasobras
BandPage Facebook: www.facebook.com/pages/Primeiras-Obras/146107858806137?sk=info

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Experimente novas técnicas

Hoje queria falar sobre algo, q com passar dos anos, passamos a dar mais valor e entendemos sua importância: os diferentes tipos de técnica ou as diferentes formas de tocar.

Técnica dentro de um contexto instrumental, nada mais é do q a forma ou o jeito de vc tocar um instrumento, objetivando somente a execução.

Claro q a execução ou a técnica vai repercutir diretamente na característica do seu som, no seu fraseado, no timbre, ou seja...na sua característica musical.

Ela é importante, pq ela vai te definir auditivamente, criando uma imagem auditiva, definindo uma identidade musical de sua pessoa. É a famosa "pegada".

Existem vários músicos que só de ouvir vc já os reconhece, só pra registrar alguns: Jimi Hendrix, SRV, BB King, Jeff Beck!!!

Esses músicos criaram uma forma de tocar que os separam dos demais músicos e isso é super importante, pq os tornam únicos dentro de um universo de milhares e milhares de guitarristas.

É importante no seu desenvolvimento como músico, dedicar um tempo à execução das suas músicas, estudando técnica aliada à musicalidade, só assim vc poderá alcançar algo q será somente sua...uma identidade do seu som...a sua forma de tocar.

Vejo muitas pessoas querendo soar igual a fulano, beltrano, ciclano...não vejo nenhum mérito nisso, aliás, vc quer ser reconhecido por algo q só vc ofereça ou por ser mais uma cópia? Lembre-se: nunca a cópia será igual ou melhor à original, portanto, busque o seu som e a sua forma de tocar.

Como exemplo, deixo aqui um vídeo do qual eu improviso sobre um clássico do Deep Purple: Smoke on the water. Essa música é muito conhecida por ter um dos mais famosos riffs de guitarra do rock mundial. Executado por Richie Blackmore, esse riff se torna diferente pq ele é não é feito com palheta em um powerchord, como grande parte das pessoas o fazem. Nesse riff, Blackmore não usa palheta, puxando as cordas com os dedos dando um efeito mais grave e aveludado ao riff...totalmente diferente.

Procure ouvir vários guitarristas ou instrumentistas com características e jeito de tocar diferentes...estude cada particularidade em suas execuções e aplique naquilo que pode agregar no seu jeito de tocar ou no seu estilo.

Obs.: A minha intenção aqui não é tocar igual ao Richie Blackmore, mas sim usar técnicas impregadas pelos grandes para construir e agregar à minha forma de tocar. Você pode fazer o mesmo!!!





Fiquem na paz!!
Diogo Barbosa e Silva