Salve salve moçada!!!! Prazer imenso dividir informações acerca da música!!
Desta vez eu trago um vídeo do Paulo Anhaia, excelente produtor, falando sobre ensaio. Aqui ele levanta algumas considerações e responde algumas dúvidas deste processo q é fundamental no cotidiano de uma banda.
Paulo Anhaia já produziu e gravou bandas já consolidadas no cenário músical brasileiro como Resgate, Oficina G3, Charlie Brown Jr., Rita Lee e etc...
Bom proveito!!!
"Sede transformados pela renovação do vosso entendimento". Rm 12:2. "Metanóia" (do grego μετάνοια) significa: conversão, mudança de atitude e pensamento, caráter trabalhado e evoluído. Para acompanhar o compasso dos tempos dentro de um contexto musical é necessário estar ligado em tudo aquilo que acontece no mundo sonoro... Aqui você poderá se informar através de dicas práticas, testemunhos, curiosidades, informativos, novidades e estudos bíblicos à cerca da Música Cristã contemporânea.
terça-feira, 12 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Um Deus que se apóia nas fraquezas??

Salve, salve gente amiga... a poucos dias atrás embarquei em uma viagem a trabalho pra São Paulo, fruto de uma oportuna entrevista com a banda Casting Crowns, em sua primeira visita ao Brasil, no evento “Livres Pra Adorar”, que no ano anterior trouxe a banda, também gringa, Leeland.
O Casting Crowns é hoje uma das maiores bandas, do segmento gospel, nos Estados Unidos, premiada com Grammy em 2010 e diversos prêmios Dove (maior prêmio de música gospel no Estados Unidos).
Pela representatividade que tem a América do Norte, neste segmento no mundo, talvez seja uma das maiores bandas gospel do planeta, com vendagens superiores a 4,5 milhões de CDs.
Em tempos de crise no mercado fonográfico, números como esses nos trazem a curiosidade e perplexidade de entender qual o segredo de uma carreira tão bem sucedida?
Uma banda muito alinhada ao perfil que, no Brasil, chamamos de adoração, fazia com que nossa expectativa de estar junto a essa galera se tornasse algo bem interessante.
O perfil da banda tem estilo pop rock americano, com roupagem em arranjos que nos fazem lembrar a influência inglesa dos últimos 10 anos (leia-se, influência essa, de bandas como U2, Delirious, Cold Play, Hillsong United) na musica cristã mundial.
Então... junto aos caras estava a oportuna e talvez única chance de perguntar, conversar, entender: sucesso, musicalidade e muitas outras coisas lindas a cerca do Reino de Deus e da experiência que essa grande banda poderia nos acrescentar. Tinha uma “carta na manga” nas questões.
Iria perguntar sobre algo que eu havia estudado sobre a vida do vocalista Mark Hall, pois ele era alguém que sofria de “dislexia”, uma doença que afeta as pessoas nos quesitos atenção, foco, concentração e faz com que tenham dificuldade de aprendizado e desenvolvimento intelectual.
Pois bem, começamos a conversa, e no decorrer da conversa, já descontraídos em falar sobre a experiência de estarem pela 1ª vez no Brasil e tal, vim com a pergunta, de certa forma constrangedora sobre a dislexia na vida do líder e vocalista da banda.
Minha sincera e “humana” expectativa na resposta seria, compreendendo a forma “limitada”, “formatada” de entender a forma de Deus agir, ou por vezes religiosamente de compreender de maneira equivocada a dimensão das ações do Pai para conosco. Como dizia um amigo meu: rs... “bobinho... achando que Deus é limitado a nossa forma de pensar...” imaginava uma resposta assim: Deus me curou dessa doença, ou venci isso e ponto final ou então, nem gosto de falar sobre isso, algo superado por Deus em minha vida.
Fui tremendamente surpreendido pela resposta, entendendo de forma profunda o que Deus muitas vezes faz em nossas vidas.
Mark Hall disse assim: "A dislexia em minha vida é muitas vezes uma forma de compreender uma maneira de me APROXIMAR MAIS DE DEUS, porque desde muito jovem o diabo se usava dessa doença, pra que minha auto-estima ficasse em baixa e me envergonhasse, por exemplo, em ler um simples texto bíblico na escola dominical em minha igreja, fazia com que me sentisse inseguro, em uma série de coisas em minha vida incertezas me cercavam".
"Mas aprendi no Senhor a depender mais Dele na doença, no decorrer dos anos e até hoje quando subo no púlpito pra pregar ou fazer um evento com a banda, nunca sei se vou lembrar das letras das canções que eu mesmo fiz, essa autoconfiança que por muitas vezes nos leva a uma autosuficiência, nos afasta do Senhor, a doença nesse caso me APROXIMA MAIS DE DEUS".
Nessa experiência e depoimento do Mark, percebemos a forma linda de Deus agir em nossa vida, percebê-lo é muitas vezes quebrar paradigmas das formatadas e muitas vezes religiosas formas que achamos que Deus age.
A infinita e maravilhosa forma com que Deus cuida de nós dentro da Sua vontade, é sempre boa, perfeita, agradável (Rom 12.12). Em adoração compreendermos, mesmo na doença, nas dificuldades e obstáculos o quanto Ele nos ama.
Lincoln Lyra (apresentador – TV Boas Novas)
Sobre a dislexia
Dislexia é uma doença que se caracteriza por uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização, sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado.
A dislexia é mais freqüentemente caracterizada pela dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto); também costumam trocar letras, por exemplo, b com d, ou mesmo escrevê-las na ordem inversa, por exemplo, "ovóv" para vovó.
Talvez você se pergunte: "Como posso ser usado por Deus, uma vez que tenho uma série de imperfeições e defeitos, até físicos?
No entanto, a bíblia te responde:
"E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.
Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.
E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo." (2 Co 12:7-9)
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Dicas de estudo: repetição produtiva e improdutiva

Quando entramos no carro para fazer uma viagem antes de tudo é preciso saber o trajeto. Da mesma forma antes de colocar o instrumento no colo é necessário ter uma trajetória de estudo.
Não se evolui por horas com o instrumento em mãos, mas sim pela qualidade de tempo dedicado ao mesmo.
30 minutos por dia podem gerar grandes resultados em poucos meses.
Primeiramente é importante salientar que a repetição é uma das maneiras mais lógicas para o aprendizado do cérebro, portanto, é de suma importância estudar o mesmo tópico por dias seguidos.
Se você quer aprender a escala pentatonica menor nas 12 tonalidades ao longo do braço do instrumento não adianta estudar escala pentatonica na segunda-feira, escala maior na terça, triades na quarta e só retornar ao assunto da pentatonica na outra semana.
O mais querente é que você estude sequencialmente o mesmo assunto, mesmo que você não estude todos os dias. Portanto estude pelo menos 10 minutos de um assunto diariamente, introduza no máximo 2 ou 3 tópicos nessa rotina, mas permaneça com essa rotina por uns dias, pois como já foi dito, é através da repetição que você se tornará mestre em determinado assunto.
Conheço pessoas que tocam a 10 anos e não dominam sequer a escala pentatonica, quando tocam em tonalidades menos comuns ficam travadas. Normalmente quando essas pessoas pegam o instrumento tocam basicamente a mesma coisa, estudam sem um propósito, essa é uma repetição improdutiva.
Existe a necessidade de ter uma rotina, uma sequencia e uma repetição do assunto, mas também existe o momento de abandonar esse assunto e prosseguir.
escala pentatonica, faço questão que aprendam todos os 5 modelos em todos os tons e por toda extensão do braço. Inicialmente se aprende a escala de forma racional, visualizando e aprendendo o som da mesma, e nesse processo já insisto que os alunos comecem a pensar em motivos melódicos, principalmente pensar nos motivos em modulações (por exemplo dentro dos ciclos de quartas).
Esse processo deve ser feito com todas as escalas e arpejos, ou seja, é um trabalho longo, mas que deve caminhar com o fazer música, por isso mesmo que logo apresento playalongs com ciclos e modulações para que o aluno possa se divertir estudando.
Existem assuntos que caminham juntos e que são interessantes de serem trabalhados ao mesmo tempo.
Se você quer aprender a pentatonica menor, como foi citado anteriormente, seria interessante compartilhar esse estudo com os acordes menores (tríades e tétrades) em todas as inversões, dessa maneira você esta estudando 2 assuntos conexos mas que ao mesmo tempo tratam do aspecto melódico e harmônico. Tente ver a escala dentro dos acordes num approach mais pianistico, e não como 2 coisas distintas. Quando um pianista toca um acorde na mão direita ele automaticamente vê esse acorde como notas do arpejo ou fragmentos da escala, infelizmente na guitarra as pessoas estudam esses assuntos como coisas distintas.
Nessa linha de pensamento ao estudar escala maior seria interessante estudar acordes maiores (tríades e tétrades) e inversões e assim com todas as outras escalas.
Na prática se você tem 40 minutos de estudos diários você pode estudar 15 minutos de escala pentatonica e 15 minutos dos acordes menores e suas inversões e sobra 10 minutos para que você acrescente mais 1 assunto importante para a sua rotina.
Ouvir música é estudar também. Procure ouvir música com 100% de atenção (não no Ipod quando se esta malhando por exemplo), observando pequenos aspectos da música. Se você esta estudando improviso procure ver como o improvisador constrói o solo. Na próxima semana falaremos um pouco mais sobre isso.
Deus te abençoe. Bons estudos.
Mateus Starling.
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quinta-feira, 30 de junho de 2011
Uma história da vida "privada"...de Deus
A vida sem Deus...
A vida com Deus...


"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6)Se você entende que não pode ser salvo pela suas obras; por mais que vc tente, não consegue deixar de cometer erros e injustiças; sabe que há algo faltando em seu interior e quer preenchê-lo com algo maior do que você...
Opte por Jesus Cristo, o aceite em seu coração, o escolha por seu único e suficiente salvador, se arrependa de seus pecados e viva uma vida livre de amarras e condenações.
"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8:36)
Paz
Diogo Barbosa e Silva
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terça-feira, 28 de junho de 2011
Zumbido e sua possível cura...
Se para boa parte da população o zumbido é só aquele apito que aparece no ouvido depois de sair de um show ou festa com música alta, para outra parcela ele é um transtorno. Isso porque, para quem sofre com a doença — chamada tinnitus —, trata-se de um desconforto constante e que pode durar anos. Em 92% dos casos, o problema está relacionado à perda de audição. Já nos outros 8% ela não ocorre e, mesmo assim, essa gente toda padece com o "piiiii" incessante, para o qual ainda não há uma cura.
Na busca por uma solução, pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, induziram o zumbido em ratos, emitindo uma frequência sonora enquanto estimulavam com eletrodos o nervo vago dos roedores. Depois, fizeram o mesmo procedimento, mas desta vez se valendo de outras frequências. Os ratinhos, então, pararam de apresentar o incômodo, como se o cérebro tivesse sido reiniciado e voltado ao normal. Trata-se de uma evidência de que o tinnitus é causado por uma atividade irregular do sistema nervoso, enfatiza o neurocientista Michael Kilgard, que participou do estudo.
É claro que a descoberta animou os que sofrem com o barulhinho nada bom. Mas os testes foram realizados em bichos que haviam acabado de desenvolvê-lo. Por isso, talvez haja uma tendência de que a técnica, quando submetida a seres humanos, seja mais efetiva em quem tem o problema há pouco tempo, enfatizam os especialistas.
Enquanto a cura definitiva do zumbido não vem, o problema soa cada vez mais alto para a comunidade médica e os audiologistas em geral. Há um número crescente de jovens que se queixam do apito constante, principalmente de casos relacionados a lesões auditivas. "Aparelhos como iPod ou MP3 os expõem por horas a sons mais altos do que 85 decibéis". Com o tempo, esse volume já é suficiente para provocar danos generalizados. Além disso, o fone de ouvido, tão querido pela moçada, manda todo o som diretamente para dentro da orelha, aumentando a probabilidade de encrencas.
Mesmo o zumbido sem elo com perdas auditivas também é cada vez mais recorrente. Até um problema odontológico, por exemplo, pode desencadeálo. Pois é — a oclusão errada ou dentes apinhados demais podem incitar o tinnitus. "Toda força que fazemos com a dentição é enviada ao cérebro como uma informação a ser interpretada. Em algumas pessoas, esse impulso acaba sendo identificado como zumbido", explicam os odontologistas e ortopedistas faciais de plantão. Por isso, é interessante fazer um checkup no dentista para prevenir a zoeira sonora.
Agora, quando nem a audição nem a boca estão prejudicados, é hora de ver se os exames de sangue não se encontram alterados. Afinal, problemas como colesterol alto, anemia, disfunções na tireoide e desequilíbrios nos níveis de açúcar também podem repercutir no ouvido. "Se o sangue que chega à cóclea, estrutura que transforma o som em impulso elétrico, estiver com taxas de algumas substâncias muito alteradas, ele não será adequado para alimentar as células auditivas". Como o estrondo interminável tem diferentes causas, é preciso ter paciência na hora do diagnóstico. "Parei de trabalhar e de ir à faculdade. Estava no limite, tinha raiva do meu ouvido", afirma o estudante curitibano Thiago Marinho, de 24 anos, que convive com o ruído na orelha direita há seis meses sem saber ainda o que está por trás da chateação. Tentar esquecer é difícil, mas melhora a qualidade de vida, já que, segundo especialistas, a intensidade do zumbido aumenta de acordo com a atenção que se dá a ele.
De qualquer forma, é possível, sim, driblar o zum-zum interno. O uso de aparelhos auditivos auxilia os pacientes que têm dificuldade para ouvir. Afinal, a percepção adequada de outros sons desvia a atenção do alarido sem fim, mascarando o zumbido. Para pessoas com alterações metabólicas como anemia, o controle da alimentação é um dos grandes aliados. Além disso, o acompanhamento psicológico, em casos de muito estresse, também pode trazer bons resultados. O importante é não fugir do tratamento e assumir o controle da barulheira.
Ouvidos retreinados
Terapias sonoras costumam trazer bons resultados para pacientes com zumbido. A TRT, ou tinnitus retraining therapy, é a mais comum delas, e serve para quebrar a percepção negativa que a pessoa tem do zumbido. Ao ser exposto diariamente a um som neutro e agradável, o indivíduo atenua o incômodo com o ruído. Ao longo do tempo, o cérebro vai entender que ele tem capacidade de focar em outros sons que não só o zumbido.
60% das pessoas com zumbido são afetadas emocionalmente, de diferentes maneiras. Em casos extremos, pensam até em suicídio
50% têm dificuldade para dormir, porque afirmam que o ruído fica mais perceptível ou intenso no momento em que estão em silêncio
42% têm problemas para desenvolver atividades que necessitam de concentração, como estudar ou ler um livro
14% são afetadas socialmente. Isso porque deixam de frequentar alguns lugares, como festas, por temer que o som alto piore o zumbido
A origem da desordem...
...e como a nova técnica promete silenciá-la

1. A cóclea abriga células ciliares que captam as ondas sonoras e as transformam em impulsos elétricos enviados ao cérebro — é ali que o som é decodificado. Se algumas dessas células ficam comprometidas, suas vizinhas vibram em ritmo acelerado, disparando impulsos à toa, que são interpretados como um ruído. É o zumbido.
2. Eletrodos são posicionados no pescoço do paciente e emitem um estímulo que viaja até uma região do córtex cerebral responsável pela codificação dos sons. Reorganizados, os neurônios desse pedaço passam a ignorar as mensagens das células auditivas que estão fora de sintonia.
De qualquer forma o melhor remédio é a prevenção, portanto, controle sua exposição a barulhos e sons de alta intensidade por longos períodos e cuide de sua saúde geral, fazendo exames pediódicos de audiometria, sangue e outros que possam complementá-los.
Shalom!!
Diogo Barbosa e Silva
Na busca por uma solução, pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, induziram o zumbido em ratos, emitindo uma frequência sonora enquanto estimulavam com eletrodos o nervo vago dos roedores. Depois, fizeram o mesmo procedimento, mas desta vez se valendo de outras frequências. Os ratinhos, então, pararam de apresentar o incômodo, como se o cérebro tivesse sido reiniciado e voltado ao normal. Trata-se de uma evidência de que o tinnitus é causado por uma atividade irregular do sistema nervoso, enfatiza o neurocientista Michael Kilgard, que participou do estudo.
É claro que a descoberta animou os que sofrem com o barulhinho nada bom. Mas os testes foram realizados em bichos que haviam acabado de desenvolvê-lo. Por isso, talvez haja uma tendência de que a técnica, quando submetida a seres humanos, seja mais efetiva em quem tem o problema há pouco tempo, enfatizam os especialistas.
Enquanto a cura definitiva do zumbido não vem, o problema soa cada vez mais alto para a comunidade médica e os audiologistas em geral. Há um número crescente de jovens que se queixam do apito constante, principalmente de casos relacionados a lesões auditivas. "Aparelhos como iPod ou MP3 os expõem por horas a sons mais altos do que 85 decibéis". Com o tempo, esse volume já é suficiente para provocar danos generalizados. Além disso, o fone de ouvido, tão querido pela moçada, manda todo o som diretamente para dentro da orelha, aumentando a probabilidade de encrencas.
Mesmo o zumbido sem elo com perdas auditivas também é cada vez mais recorrente. Até um problema odontológico, por exemplo, pode desencadeálo. Pois é — a oclusão errada ou dentes apinhados demais podem incitar o tinnitus. "Toda força que fazemos com a dentição é enviada ao cérebro como uma informação a ser interpretada. Em algumas pessoas, esse impulso acaba sendo identificado como zumbido", explicam os odontologistas e ortopedistas faciais de plantão. Por isso, é interessante fazer um checkup no dentista para prevenir a zoeira sonora.
Agora, quando nem a audição nem a boca estão prejudicados, é hora de ver se os exames de sangue não se encontram alterados. Afinal, problemas como colesterol alto, anemia, disfunções na tireoide e desequilíbrios nos níveis de açúcar também podem repercutir no ouvido. "Se o sangue que chega à cóclea, estrutura que transforma o som em impulso elétrico, estiver com taxas de algumas substâncias muito alteradas, ele não será adequado para alimentar as células auditivas". Como o estrondo interminável tem diferentes causas, é preciso ter paciência na hora do diagnóstico. "Parei de trabalhar e de ir à faculdade. Estava no limite, tinha raiva do meu ouvido", afirma o estudante curitibano Thiago Marinho, de 24 anos, que convive com o ruído na orelha direita há seis meses sem saber ainda o que está por trás da chateação. Tentar esquecer é difícil, mas melhora a qualidade de vida, já que, segundo especialistas, a intensidade do zumbido aumenta de acordo com a atenção que se dá a ele.
De qualquer forma, é possível, sim, driblar o zum-zum interno. O uso de aparelhos auditivos auxilia os pacientes que têm dificuldade para ouvir. Afinal, a percepção adequada de outros sons desvia a atenção do alarido sem fim, mascarando o zumbido. Para pessoas com alterações metabólicas como anemia, o controle da alimentação é um dos grandes aliados. Além disso, o acompanhamento psicológico, em casos de muito estresse, também pode trazer bons resultados. O importante é não fugir do tratamento e assumir o controle da barulheira.
Ouvidos retreinados
Terapias sonoras costumam trazer bons resultados para pacientes com zumbido. A TRT, ou tinnitus retraining therapy, é a mais comum delas, e serve para quebrar a percepção negativa que a pessoa tem do zumbido. Ao ser exposto diariamente a um som neutro e agradável, o indivíduo atenua o incômodo com o ruído. Ao longo do tempo, o cérebro vai entender que ele tem capacidade de focar em outros sons que não só o zumbido.
60% das pessoas com zumbido são afetadas emocionalmente, de diferentes maneiras. Em casos extremos, pensam até em suicídio
50% têm dificuldade para dormir, porque afirmam que o ruído fica mais perceptível ou intenso no momento em que estão em silêncio
42% têm problemas para desenvolver atividades que necessitam de concentração, como estudar ou ler um livro
14% são afetadas socialmente. Isso porque deixam de frequentar alguns lugares, como festas, por temer que o som alto piore o zumbido
A origem da desordem...
...e como a nova técnica promete silenciá-la

1. A cóclea abriga células ciliares que captam as ondas sonoras e as transformam em impulsos elétricos enviados ao cérebro — é ali que o som é decodificado. Se algumas dessas células ficam comprometidas, suas vizinhas vibram em ritmo acelerado, disparando impulsos à toa, que são interpretados como um ruído. É o zumbido.
2. Eletrodos são posicionados no pescoço do paciente e emitem um estímulo que viaja até uma região do córtex cerebral responsável pela codificação dos sons. Reorganizados, os neurônios desse pedaço passam a ignorar as mensagens das células auditivas que estão fora de sintonia.
De qualquer forma o melhor remédio é a prevenção, portanto, controle sua exposição a barulhos e sons de alta intensidade por longos períodos e cuide de sua saúde geral, fazendo exames pediódicos de audiometria, sangue e outros que possam complementá-los.
Shalom!!
Diogo Barbosa e Silva
Rearmonização (dicas práticas)

Vamos falar sobre rearmonização. De acordo com a etimologia da palavra, rearmonização significa buscar uma melodia já feita e alterar os acordes para dar um colorido diferente, produzindo variedade e interesse. Essa mudança de acordes pode ser simples ou complexa dependendo do objetivo a ser alcançado.
Quando você sempre toca uma mesma música e percebe que esta canção já não é uma novidade musical, está na hora de rearmonizar. Vários estilos musicais têm exemplos de rearmonização, mas sem sombra de dúvidas, o estilo que mais utiliza essa ferramenta é o Jazz.
Miles Davis, Bill Evans, Oscar Peterson, John Coltrane, Duke Ellington e tantos outros mestres utilizaram esse recurso para dar sofisticação aos chamados standards. Gostaria de dar 3 dicas para uma boa rearmonização.
Dica 1 - Perceba a melodia dentro do contexto da harmonia.
Muitos músicos analisam a melodia ("o canto") separadamente da harmonia. Isto é um erro porque a melodia quase sempre se encaixa no acorde que está sendo tocado no momento. E quando isto não ocorre é devido o uso de algumas técnicas que os arranjadores utilizam, como por exemplo, as notas melódicas (notas de passagem, apogiatura, escapada, retardo, bordadura, antecipação).
Antes de rearmonizar perceba como os acordes encaixam com a melodia. Além disso, tente rearmonizar utilizando acordes que tenham na sua formação a nota da melodia que está sendo tocada no momento.
Por exemplo, na música "Aclame ao Senhor" no refrão na parte "poder, majestade, louvores ao Rei" a harmonia original é:
A F#m Bm E que poderia ser rearmonizada como: A F#m B9/D# E/D
Dica 2 - Para músicas de louvor e adoração procure rearmonizar utilizando a mesma função do acorde.
Esta dica é imprescindível pois no louvor e adoração o foco principal do arranjador deve estar nas letras que estão sendo cantadas e na mensagem transmitida. Na maioria dos casos a rearmonização não deve descaracterizar a música. A princípio, o objetivo da rearmonização é somente dar um colorido diferente na música, causando interesse sem causar espanto no ouvinte.
É possível rearmonizar trocando a função dos acordes, mas para mudar o colorido do acorde sem descaracterizar a canção, o melhor é manter a função dos acordes. Na harmonia funcional precisamos pensar nas funções, ou seja, as sensações que cada acorde transmite. Sendo assim, temos as seguintes funções:
a) Repouso - Quando a harmonia relaxa, tendo um caráter conclusivo.
b) Tensão - Quando a harmonia contém o trítono causando instabilidade.
c) Meia tensão - É uma função intermediária entre as outras duas, com efeito meio suspensivo.
Há uma série de arranjadores que rearmonizam trocando a função do acorde de maneira interessante. Isto ocorre principalmente no Jazz ou em outros estilos instrumentais. Neste caso o objetivo é realmente causar impacto com a rearmonização. Já no estilo de louvor congregacional o foco não está prioritariamente ligado na música por si só, mas na música como ferramenta que transmite uma mensagem.
Dica 3 - Rearmonize percebendo o contexto da música e da letra.
A canção deve unir o contexto da música e letra. Por exemplo, se fosse para rearmonizar a canção "Deus de promessas" quando a letra diz "posso até chorar mas a alegria vem de manhã" é recomendável utilizar uma harmonia clara, simples, sem muitas tensões, pois a letra fala que a alegria vem de manhã.
A harmonia deve transmitir musicalmente sensações daquilo que está sendo dito através da letra. Uma ferramenta muito utilizada para rearmonizar sem mudar a função do acorde, percebendo o contexto da música e letra é a adição da cadencia II-V-I.
Pense sempre no acorde alvo, se este acorde for menor utilize IIm7(b5)-V7(#9) e o acorde alvo.
Ex.: C Bm7(b5) E7(#9) Am Neste caso o acorde alvo é o Am.
Se o acorde alvo for maior utilize IIm7 - V7 e o acorde alvo.
Ex.: C Gm7 C7 F Neste caso o acorde alvo é o F.
Concluindo, essas dicas elementares para rearmonização, podem dar a possibilidade de sofisticar a harmonia sem perder o sentido e o significado musical. O músico que rearmoniza é como um pintor que tem uma tela branca na sua frente com matizes de cores a sua disposição. Basta ter bom senso e bom gosto para saber o que utilizar e como utilizar.
Sl. 33:3 “Cantai-lhe um cântico novo, tocai com arte e júbilo.”
Fonte: Anderson Braga (Supergospel)
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
O papel do teclado dentro de uma banda
O teclado é um instrumento sublime, eclético, versátil dentro de um contexto musical, por suas mudanças de timbres, ele nos permite acrescentar diversas nuances dentro de uma mesma música, contribuindo para riqueza final de uma canção.
Eu adoro o teclado exatamente pelo fato de ele ser um "camaleão" de timbres, agregando harmonia de variadas formas....
Dentro de uma banda o tecladista tem q saber o seu papel assim como cada membro integrante do grupo. Isso vai depender da proposta da banda...as coisas variam dependendo do estilo: jazz, fusion, funk, sertanejo, R&B, blues e rock.
Mas tem coisas que normalmente podemos salientar e evidenciar em todos estilos; a dinâmica do instrumento mediante toda a banda. Como o teclado é um instrumento de muitas oitavas ele permite uma sonoridade desde o muito grave até o agudo. O ideal é evidenciar os médios, permeando pelos graves e agudos com mais moderação. Isso pq, em uma banda normalmente já tem o baixo, que é responsável pelos graves e a guitarra e o violão que é responsável pelos agudos. O teclado normalmente será mais notado tocando nos médios, preenchendo desta forma as lacunas restantes.
Para se tocar em uma banda, o tecladista com formação clássica de piano tem q esquecer um pouco do aspecto "solo" do instrumento e pensar mais no aspecto conjunto do grupo. Acordes mais seguros com bases mais firmes são bem vindos...As vezes até mesmo segurando em uma só nota, podemos perceber q dependendo da música e sua proposta, o teclado já cumpre o seu papel...
Os floreios mais evidenciados no piano clássico tem q ser bem encaixado com o restante da música para não chocar com a dinâmica dos demais instrumentos... Dependendo da música eles até atrapalham. Procure sempre destoar do que os outros estão fazendo, agregando harmonicamente para a música, porém sem embolar com os outros.
Aqui vão alguns exemplos de boa dinâmica e sons de teclados dentro de uma banda.
Nesta música do fruto Sagrado vemos um exemplo de órgão dentro do estilo rock...bases firmes e vigorosas, dobrando com os riffs e somando dentro de uma frequência médio aguda:
O próximo exemplo é o som de um belo órgão em uma das bandas mais famosas por ter esse tipo de sonoridade. Repare na dinâmica...ele começa com um Pad bem baixinho e no ponto alto da música o Hammond surge destruindo tudo!
Este é um exemplo mais elaborado...com vários efeitos e dinâmicas dentro de uma música. Aí variam os timbres...de um sintetizador, passando pelo piano, chegando no órgão...Demanda muita segurança e técnica:
Exemplo clássico de piano dentro de uma balada de rock, sutil e devastador:
Mais uma:
E pra terminar um som destruidor de Hammond!!!
Não importa o estilo musical, procure sempre imprimir o seu jeito de tocar da forma mais harmoniosa possível, contribuindo sempre para o grupo, sabendo que o menos é mais!!!
Diogo Barbosa e Silva
Eu adoro o teclado exatamente pelo fato de ele ser um "camaleão" de timbres, agregando harmonia de variadas formas....
Dentro de uma banda o tecladista tem q saber o seu papel assim como cada membro integrante do grupo. Isso vai depender da proposta da banda...as coisas variam dependendo do estilo: jazz, fusion, funk, sertanejo, R&B, blues e rock.
Mas tem coisas que normalmente podemos salientar e evidenciar em todos estilos; a dinâmica do instrumento mediante toda a banda. Como o teclado é um instrumento de muitas oitavas ele permite uma sonoridade desde o muito grave até o agudo. O ideal é evidenciar os médios, permeando pelos graves e agudos com mais moderação. Isso pq, em uma banda normalmente já tem o baixo, que é responsável pelos graves e a guitarra e o violão que é responsável pelos agudos. O teclado normalmente será mais notado tocando nos médios, preenchendo desta forma as lacunas restantes.
Para se tocar em uma banda, o tecladista com formação clássica de piano tem q esquecer um pouco do aspecto "solo" do instrumento e pensar mais no aspecto conjunto do grupo. Acordes mais seguros com bases mais firmes são bem vindos...As vezes até mesmo segurando em uma só nota, podemos perceber q dependendo da música e sua proposta, o teclado já cumpre o seu papel...
Os floreios mais evidenciados no piano clássico tem q ser bem encaixado com o restante da música para não chocar com a dinâmica dos demais instrumentos... Dependendo da música eles até atrapalham. Procure sempre destoar do que os outros estão fazendo, agregando harmonicamente para a música, porém sem embolar com os outros.
Aqui vão alguns exemplos de boa dinâmica e sons de teclados dentro de uma banda.
Nesta música do fruto Sagrado vemos um exemplo de órgão dentro do estilo rock...bases firmes e vigorosas, dobrando com os riffs e somando dentro de uma frequência médio aguda:
O próximo exemplo é o som de um belo órgão em uma das bandas mais famosas por ter esse tipo de sonoridade. Repare na dinâmica...ele começa com um Pad bem baixinho e no ponto alto da música o Hammond surge destruindo tudo!
Este é um exemplo mais elaborado...com vários efeitos e dinâmicas dentro de uma música. Aí variam os timbres...de um sintetizador, passando pelo piano, chegando no órgão...Demanda muita segurança e técnica:
Exemplo clássico de piano dentro de uma balada de rock, sutil e devastador:
Mais uma:
E pra terminar um som destruidor de Hammond!!!
Não importa o estilo musical, procure sempre imprimir o seu jeito de tocar da forma mais harmoniosa possível, contribuindo sempre para o grupo, sabendo que o menos é mais!!!
Diogo Barbosa e Silva
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